Bolsonaro na Rússia

Bolsonaro se reúne com Putin em Moscou

Bolsonaro viajou a Moscou apesar dos temores dos países ocidentais de que a Rússia prepara um ataque contra a Ucrânia

Bolsonaro na RússiaBolsonaro na Rússia - Foto: Maxim Shemetov / POOL / AFP

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, se reúne nesta quarta-feira (16) em Moscou com o colega russo Vladimir Putin, em desafio às advertências dos Estados Unidos por sua viagem em um momento de grande tensão pela crise na Ucrânia.

Bolsonaro viajou a Moscou apesar dos temores dos países ocidentais de que a Rússia prepara um ataque contra a Ucrânia, uma acusação que Moscou nega. 

Antes da viagem, o presidente brasileiro, um aliado tradicional dos Estados Unidos no período de Donald Trump, rejeitou a pressão para cancelar a viagem. 

Desde terça-feira, a tensão a respeito da Ucrânia registrou uma leve queda, depois que a Rússia anunciou uma retirada parcial de algumas tropas e nesta quarta-feira informou o fim das manobras na península da Crimeia, anexada em 2014 ao país vizinho. 

Na segunda-feira, a Rússia afirmou que existe uma "possibilidade" de resolver a crise ucraniana a partir da negociação diplomática.

Bolsonaro defendeu a viagem ao afirmar que o encontro abordará temas comerciais.

Na terça-feira (15), o presidente afirmou em sua conta no Twitter que a primeira visita de um governante brasileiro à Rússia aconteceu em 1876 e que o Brasil "tem uma vocação de amizade com todas as nações do mundo".

O Kremlin afirmou que os dois chefes de Estado abordarão o "fortalecimento da associação estratégica entre Rússia e Brasil", além de temas comerciais, científicos e culturais. 

O governo russo informou ainda que os dois devem falar sobre suas visões a respeito dos "problemas da agenda internacional". 

Bolsonaro viaja acompanhado dos ministros das Relações Exteriores e da Defesa, que se reunirão com seus colegas russos.  

Antes da viagem a Moscou, Bolsonaro fez um aceno à Ucrânia e informou que o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, conversou por telefone com o chanceler ucraniano, Dmyitro Kuleba. 

A Rússia fez o convite ao presidente brasileiro no fim de novembro, quando a crise a respeito da Ucrânia já preocupava os países ocidentais. 

Bolsonaro aceitou e decidiu combinar sua viagem com uma visita à Hungria para um encontro com o primeiro-ministro de extrema-direita Viktor Orban, que também se reuniu recentemente com Putin.

O presidente brasileiro expressou admiração por Putin, no momento em que enfrenta um complicado cenário interno com as eleições presidenciais de outubro. 

A relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos esfriou desde que o republicano Donald Trump deixou a Casa Branca.

O presidente brasileiro é conhecido por suas polêmicas posturas na pandemia e não está vacinado contra a Covid-19. 

Putin tem sido extremamente cauteloso para não ser infectado com o coronavírus e recebeu alguns líderes em uma longa mesa, o que provocou muitos comentários sobre o distanciamento que estabelece com os chefes de Estado e Governo.

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