Opinião

Brasil atento, democrático e forte: a luta por um país justo, livre e inclusivo continua

A Proclamação da República em 1889 foi um marco decisivo na história do Brasil, inaugurando um novo regime que pavimentou o caminho para avanços significativos na construção de uma nação democrática. No entanto, a verdadeira essência republicana - um governo do povo, pelo povo e para o povo - ainda é um ideal em progresso, uma busca contínua por justiça, igualdade e soberania plena.

Quando Marechal Deodoro da Fonseca tomou as rédeas do Brasil como seu primeiro presidente, ele estabeleceu as fundações de um país que valoriza a liberdade. A implementação do casamento civil, a criação de um código penal e a promulgação de uma Constituição foram passos iniciais e vitais para a separação entre Estado e instituições religiosas, para a definição de direitos e deveres dos cidadãos e para a descentralização do poder - todos princípios fundamentais de uma república federativa.

Entretanto, muitos desafios persistiram por décadas. No início da República, menos de 6% da população participava do processo eleitoral, excluindo mulheres e analfabetos. Foi somente com a introdução da Justiça Eleitoral, em 1932, que a transparência e a integridade do processo eleitoral começaram a ser asseguradas, demonstrando que a vigilância constante é necessária para manter e aprimorar as conquistas democráticas.

Olhando para o presente, nossa jovem República segue exigindo atenção e luta para que, de fato, venha a se tornar uma nação justa, livre e inclusiva para todas e todos. Para isso, o diálogo e a colaboração entre os Poderes é basilar: o Judiciário como guardião da nossa Constituição e mediador de conflitos institucionais; o Legislativo como representante direto da vontade popular; e o Executivo como implementador de políticas públicas e viabilizador de ações em prol do bem-estar coletivo. 

A sinergia entre os Poderes não é apenas uma formalidade, mas o motor que impulsiona o desenvolvimento e a efetivação de direitos sociais. 

Após um período tenebroso, de ameaças golpistas no ar, é preciso permanecer vigilante e forte, consciente de que discursos antidemocráticos geralmente perdem força em contextos onde há avanços sociais significativos e uma economia robusta. Isso ocorre porque uma economia forte e progresso social consistentes tendem a aumentar a legitimidade do governo aos olhos da população. 

Quando os cidadãos veem melhorias tangíveis em suas vidas, como acesso a saúde e educação de qualidade e oportunidades de mobilidade social, tendem a desenvolver uma maior confiança nas instituições e nos processos governamentais. 

Neste sentido, o atual governo do presidente Lula é exemplar, assim como foram os dois mandatos anteriores. Em pouco mais de 10 meses, as conquistas são imensas e palpáveis. Somente em Pernambuco, a entrega de 1 mil unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, o aumento do efetivo médico em mais de 500 profissionais para atender milhões de pernambucanos, e os significativos investimentos em infraestrutura, como os R$ 150 milhões para obras de contenção de encostas no Recife, são a prova viva de um governo que coloca o povo em primeiro lugar.

A retomada e entrega de obras importantes, como a revitalização de estradas e a habilitação de Unidades Básicas de Saúde em Pernambuco, destacam-se como outros exemplos concretos do compromisso com a melhoria da qualidade de vida da população.

Além disso, programas como o Bolsa Família, que alcançou 1,7 milhão de famílias pernambucanas com transferências médias de R$ 674,44, evidenciam o trabalho efetivo e contínuo pela redução da desigualdade e a promoção da dignidade humana.

No Legislativo, como deputada federal e vice-líder do governo, exerço com muita honra as atribuições que me cabem, advogando incansavelmente por políticas que promovam igualdade de gênero e que combatam a violência contra a mulher, reforçando a proteção social às crianças e garantindo infraestrutura que beneficie nosso País e nosso Estado. O repasse de R$ 1,9 milhão para ações de enfrentamento à violência contra a mulher e os investimentos em segurança nas escolas são exemplos de como o governo federal e o Legislativo podem trabalhar juntos para o bem comum.

A celebração da Proclamação da República hoje não é apenas um ato de rememoração, é um chamado para a ação. Um lembrete de que o "Brasil do povo" é construído diariamente através do esforço conjunto para uma sociedade onde a liberdade e a democracia não são apenas ideais, mas realidades vivenciadas por todos. Com união e determinação, continuamos a reconstruir um país melhor - um Brasil de todos e para todos.



*Deputada federal e vice-líder do governo Lula


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