Brasil supera as mil mortes pelo novo coronavírus

Os números mais recentes das autoridades sanitárias brasileiras registraram um total de 19.638 casos confirmados, com 1.057 mortes

Brasil é o mais afetado pelo novo coronavírus na América LatinaBrasil é o mais afetado pelo novo coronavírus na América Latina - Foto: Douglas Magno / AFP

O Brasil, país mais afetado pelo novo coronavírus na América Latina, superou a marca das 1.000 mortes por COVID-19 nesta sexta-feira (10), informou o Ministério da Saúde. Os números mais recentes das autoridades sanitárias brasileiras registraram um total de 19.638 casos confirmados, com 1.056 mortes.

Com um balanço global de mortos por coronavírus de mais de 100.000, o Brasil ainda tem cifras relativamente pequenas em comparação aos números de mortos em outros países duramente afetados pela pandemia, como Itália (mais de 18.000), Estados Unidos (cerca de 17.000) e Espanha (cerca de 16.000).

O estado de São Paulo tem o maior número de confirmações da Covid-19, com 8.216 até o momento. Em seguida, estão Rio de Janeiro, com 2.464, Ceará (1.478) e Amazonas (981). Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia têm entre 604 e 698 casos cada.

Para o ministério, apesar do alto número de casos, o Brasil ainda se encontra em uma fase inicial da epidemia. Especialistas preveem que o pico da pandemia ocorrerá no final de abril no Brasil. Temem sobretudo o que pode acontecer quando o vírus se espalhar por áreas mais pobres, especialmente as favelas, densamente povoadas e historicamente carentes de infraestrutura sanitária básica. Alguns estados já apresentam sinais de transição para uma segunda etapa, quando há uma "aceleração descontrolada" de casos. A situação ocorre no Amazonas, no Amapá, no Distrito Federal, em São Paulo, no Ceará e no Rio de Janeiro, por exemplo.

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Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro enfrenta uma enxurrada de críticas por ter comparado a COVID-19 com uma "gripezinha" e a reação a ela de "histeria". O presidente tem entrado em confronto com prefeitos e governadores por suas decisões de manter fechados estabelecimentos comerciais e instituições de ensino e pedir para as pessoas ficarem em casa para conter a pandemia, o que ele alega que vai arruinar a economia.

Em seu último ato de desrespeito às recomendações de isolamento feitas por seu próprio governo, Bolsonaro voltou a caminhar pelas ruas de Brasília nesta sexta-feira e saudou simpatizantes. Apesar de tentar se manter próximo de seus correligionários, o presidente enfrenta um isolamento político crescente, ao ser ignorado por autoridades municipais e estaduais, que implementam medidas de distanciamento social para combater a disseminação da doença.

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