18 mortes em guerra de facções

Duas rebeliões no Norte do País deixaram um rastro de selvageria. Ontem, houve fuga de hospital de SP

AbominávelAbominável - Foto: Reprodução/ Adorocinema

 

Ao menos 18 pessoas morreram em dois confrontos envolvendo facções criminosas dentro de presídios no Norte do País. A primeira rebelião aconteceu na tarde do último domingo (16) na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, zona rural de Boa Vista (RR), onde dez detentos morreram. A segunda foi na madrugada da última segunda-feira (17) na Penitenciária Ênio dos Santos Pinheiro, em Porto Velho (RO), onde oitos presos morreram asfixiados.

De acordo com governo de Roraima, dez presos morreram durante rebelião, entre elas, o que é apontado como líder do Comando Vermelho no Estado, Valdenei de Alencar, conhecido como “vida loka”. Todos os detentos mortos têm idade máxima de até 30 anos - setes corpos foram empilhados e queimados, o que dificultou o trabalho da perícia para a identificação dos presos. Outros dois presos foram decapitados.

O governo de Roraima afirmou que todos os detentos mortos pertenciam ao Comando Vermelho. O secretário de Justiça e Cidadania, Uziel Castro, afirmou que detentos da ala 14 quebraram os cadeados da ala e invadiram a ala 12 e que também tentaram invadir a carceragem do presídio, mas foram impedidos.

A rebelião ocorreu no horário de visitas quando, segundo a Polícia Militar, cerca de 50 familiares estavam no local e foram feitos reféns. Após negociação, todos foram liberados sem ferimentos.

Cerca de 80 homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais) foram ao presídio e controlaram a rebelião. Equipes do IML (Instituto Médico Legal) estiveram no local para realizar a perícia e identificar os corpos. A pasta informou ainda que o caso será investigado e os responsáveis serão punidos conforme prevê a Lei de Execuções Penais.

O Governo do Estado de Roraima disse que lamenta e que condena o ocorrido, gerado pela rivalidade entre detentos que culminou nesta tragédia. A segunda rebelião aconteceu na Penitenciária Ênio dos Santos Pinheiro, em Porto Velho (RO).

De acordo com o governo do Estado, oito detentos foram mortos. Segundo o governo, um grupo de criminosos ligado ao Comando Vermelho queimou colchões de um pavilhão onde estavam presos de uma facção rival - morreram asfixiados. O grupo reivindicava a liderança dentro do presídio.

Fuga
Detentos do Hospital de Custódia André Teixeira Lima, no município de Franco da Rocha, Grande São Paulo, fizeram ontem um motim na unidade e alguns conseguiram fugir. Os presos incendiaram pelo menos três pavilhões. Até o fechamento desta edição, a Secretaria de Administração Penitenciária não tinha informações sobre mortos ou feridos nem sobre o número de presos que conseguiu escapar. Informações preliminares calcularam algo em torno de 300 fugitivos.

 

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