Anistia Internacional critica estado do RJ

A Anistia emitiu a nota após confrontos em comunidades do Rio de Janeiro durante o fim de semana.

 

A organização não governamental (ONG) Anistia Internacional divulgou nota em que pede que a política de segurança pública seja repensada pelas autoridades do Rio de Janeiro. Ela solicita que as operações policiais respeitem os direitos humanos e garantam a segurança de todos. A Anistia emitiu a nota após confrontos em comunidades do Rio de Janeiro durante o fim de semana.
“As operações policiais no Rio de Janeiro seguem um padrão de alta letalidade, deixando centenas de pessoas mortas todos os anos, inclusive policiais no exercício de suas funções. Em geral, são operações altamente militarizadas, que seguem uma lógica de guerra (neste caso, guerra às drogas), que enxerga as áreas de favelas e periferias como territórios de exceção de direitos e que resultam em inúmeros outros abusos além das execuções, tais como invasão de domicílio, agressão física e verbal, e cerceamento do direito de ir e vir”, avalia a ONG.

A nota menciona ainda que tiroteios foram registrados em outros pontos da cidade no fim de semana, como o Complexo do Alemão, Acari, Borel e Complexo da Maré. “Em 2015, foram pelo menos 1.250 pessoas mortas vítimas de crimes violentos como homicídio e latrocínio na cidade do Rio de Janeiro.

No ano passado, pelo menos 307 pessoas foram mortas em operações policiais na cidade. Em ambos os casos, as vítimas são, na maioria, jovens, negros, do sexo masculino”, critica a Anistia Internacional.
A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro respondeu que “tem como prioridade a preservação da vida, a convivência pacífica e a redução de índices de criminalidade no estado“, e que, por isso, investe nas UPPs desde 2007.

 

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