APL: 116 anos de resgate à cultura literária

Passagem do aniversário foi marcada pela entrega de prêmios em seis categorias

Presidente da APL, desembargadora Margarida Cantarelli (C), e acadêmicosPresidente da APL, desembargadora Margarida Cantarelli (C), e acadêmicos - Foto: Arthur de Souza

Uma noite prestigiada comemorou os 116 anos da existência da Academia Pernambucana de Letras (APL) e a entrega de seis prêmios literários, ontem, na sede da instituição, no bairro das Graças. “Estes 116 anos pode parecer um tempo curto, afinal pouco mais de um século, mas para uma instituição cultural no Nordeste brasileiro, composta por intelectuais que têm sonhos muito mais do que recursos financeiros, é uma grande vitória”, comentou a presidente da APL, a desembargadora Margarida Cantarelli. Na ocasião, foi lançada a Revista nº 45 da Academia e entrega dos diplomas de sócios correspondentes da APL à escritora Laura Areias, a Roberto de Araújo Chacon de Albuquerque e a Marcos Vasconcelos Filho.

A história da APL começou em 26 de janeiro de 1901, cuja fundação foi liderada pelo escritor Carneiro Vilela. Foi a terceira academia de letras criada no Brasil, seguindo padrões estabelecidos pela academia francesa. Recentemente, a sede da academia passou por reformas - de conservação nas fachadas, cobertas, estucaria, forros e azulejos do casarão e torreão sede -, financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de lei de incentivo à cultura, orçada em R$ 2 milhões.

“Termos conseguido recuperar esta casa e aqui abrigar não só os acadêmicos, mas todos os pesquisadores, todos os que quiserem aproveitar da convivência conosco foi uma vitória. Este é nosso papel: abrir os braços e receber calorosamente a juventude, porque só através da educação, e a literatura tem papel importante na educação, é que conseguiremos um Brasil melhor”, declarou a presidente.

Premiações
O escritor Flávio Brayner venceu o Prêmio Antônio de Brito Alves, com o ensaio “Fundamentos da Educação. Crise e reconstrução”, categoria que concedeu menção honrosa aos escritores Paulo Camelo (com “Dicionário do falar pernambucano”) e Miriam de Carvalho (com “A brasilidade na pintura de César Romero”). Já o Prêmio Edmir Rodrigues, de poesia, condecorou José Luiz de Almeida Melo, escritor de “Livro dos Sonetos, dos primeiros aos penúltimos”. “Artifício”, de Yuri Rodrigues, e “Círculo amoroso e outros poemas”, de Paulo Caldas, levaram menções honrosas.

O Prêmio Elita Ferreira, que prestigia a literatura infantil, foi concedido a “Pequeno ruby”, de Arnaud Soares Mattoso. Camila Soares recebeu menção honrosa com “Lápis Mágico“. Na categoria ficção, a vencedora foi Andréa Ferraz, que levou o Prêmio Vânia Souto Carvalho. Foi para o escritor Rômulo César Lapenda Rodrigues de Melo a menção honrosa por “Dois nós na gravata”. Já o Prêmio Leonor Corrêa, de História dos municípios pernambucanos, foi vencido pelo escritor Fernando Guerra de Souza, com o livro “Adros, pátios e praças públicas”. Por fim, o Prêmio Dulce Chacon, para escritoras pernambucanas, foi concedido a Enaide de Alencar Vidal Pires (por “Retalhos de vida costurados de saudade”), com menção honrosa a Kelma Fabíola Beltrão de Souza (por “Gilberto Freyre e Anísio Teixeira: uma educação regionalista no Recife”).

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