Aplicativo de celular torna mais ágil combate ao Aedes aegypti

O pesquisador da Coppe disse que o foco é a questão da agilidade e da confiabilidade da informação

Um fármaco usado contra hepatite C crônica seria capaz de eliminar o vírus da chikungunya e da febre amarelaUm fármaco usado contra hepatite C crônica seria capaz de eliminar o vírus da chikungunya e da febre amarela - Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Um sistema disponibilizado em aplicativo de celular torna mais ágil o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, e está disponível, gratuitamente, para todas as prefeituras municipais do país. O sistema foi desenvolvido em parceria por pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ); pela empresa nascente Lemobs, da Incubadora de Empresas da Coppe; e pelo Ministério do Planejamento.

O pesquisador da Coppe Sérgio Rodrigues, coordenador-técnico do sistema, disse que o foco é a questão da agilidade e da confiabilidade da informação. O fato de ser disponibilizado um aplicativo móvel de celular, disponível tanto para Android como para iOS, torna a operação mais ágil. Ele pode ser acessado também via web. “Qualquer usuário pode, em tempo real, denunciar e coletar [informações de] focos do mosquito”. Uma vez coletada, a informação é repassada diretamente para a Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC), que gerencia e monitora as ações de mobilização e combate ao Aedes aegypti.

O sistema foi divulgado inicialmente para os servidores da administração pública federal. Dezesseis mil servidores foram selecionados e treinados para identificar onde existem possíveis focos do mosquito, bem como tomar medidas relacionadas à limpeza desses focos. Atualmente, em torno de mil usuários de 300 órgãos utilizam essa ferramenta e são responsáveis por lançar essas informações, entre os quais a Caixa Econômica Federal e o próprio Ministério do Planejamento.

No início do projeto, os responsáveis pelo sistema em cada órgão, chamados pontos focais, faziam a vistoria a cada semana e coletavam dados de onde foi encontrado ou não foco do mosquito. “Essa é uma informação riquíssima e confiável para que a Sala Nacional [de Coordenação e Controle] possa tomar as medidas adequadas nos locais onde está havendo maior incidência do mosquito”, disse Rodrigues. Agora, os dados são lançados em tempo real e com georreferenciamento.

O sistema está sendo oferecido aos 5.567 municípios brasileiros. Até o momento, três cidades já demonstraram interesse em adotar o sistema: Nova Friburgo (RJ), Recreio (MG) e Jequié (BA). Como a divulgação está sendo feita hoje (14), o pesquisador da Coppe aguarda adesão “em massa” das prefeituras a partir deste mês. Ainda esta semana, ele vai conversar com a Subsecretaria de Vigilância Epidemiológica do Estado do Rio de Janeiro, com esse objetivo.

Embora o aplicativo móvel possa ser utilizado por qualquer pessoa, não há intenção de estender seu uso para os cidadãos comuns, porque uma das premissas básicas do sistema é a confiabilidade da informação. “Quem utiliza hoje esse aplicativo é treinado previamente, porque nós temos uma quantidade limitada de agentes de Saúde no Brasil e estamos privilegiando a informação que seja fidedigna para que os agentes tenham uma ação direcionada. Há, sim, uma estratégia de se pensar em ampliar essa divulgação mas, no momento, a gente está privilegiando essa atividade e a confiabilidade do lançamento dos dados”.

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