Avião gigante aterrisa no Brasil

Antonov, projeto da União Soviética, vai pousar em Guarulhos e deve atrair curiosos durante sua permanência

Marília ArraesMarília Arraes - Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

 

Quem estiver em São Paulo e olhar para o céu na noite de hoje, entre as 22h30 e 23h30 (horário de verão), poderá ver um evento raro, ocorrido apenas uma vez no Brasil. O fenômeno não é astronômico, mas sim a passagem da maior aeronave em atividade no mundo.

Constantemente chamado de monstro e colosso dos céus, o Antonov Mriya An-225 não desaponta com suas dimensões descomunais. São 84 metros de comprimento, 32 rodas, seis motores e a capacidade de carregar o peso equivalente a mais de 7 Boeings 737, o mais comum da aviação comercial.

A última vez que esteve pelo país, em 2010, o Antonov trouxe dos Estados Unidos equipamentos para a Petrobras. Desta vez a tarefa é a de levar para o Chile um gerador de 150 toneladas fabricado no Brasil. Para isso, a primeira parada da aeronave no país será em Viracopos, em Campinas. Mais de 1.800 pessoas confirmaram presença em um evento no Facebook marcado para acompanhar a sua chegada. No pátio do aeroporto, o interior da aeronave será equipado com um suporte especial que servirá para sustentar o gerador.

De lá, o Antonov decola para uma viagem curta até o aeroporto de Guarulhos. A aterrissagem será transmitida o vivo pela concessionária do aeroporto. No Facebook, 1.400 pessoas confirmaram presença.

O Antonov “dorme” em Guarulhos e sua decolagem está prevista para depois das 6h (horário de verão). Para se ter uma ideia, enquanto estiver estacionada no pátio de Guarulhos, o Antonov deverá ocupar o espaço que normalmente recebe de cinco a sete aeronaves 737. Em Viracopos, o avião ocupará a vaga geralmente usada por três Boeings 7474, o segundo maior avião de passageiros do mundo. Nos dois aeroportos, sempre que for taxiar pela pista, nenhuma outra aeronave estará em movimento.

O único exemplar do Antonov Mriya 225 foi construído entre 1984 e 1988, como parte do programa espacial soviético. Por conta do seu tamanho, muitos projetistas duvidaram que o avião conseguiria sair do chão. Com a queda da União Soviética, no entanto, o avião ficou encostado.

Em 2000, a fabricante do Antonov, com sede na Ucrânia, resolveu reformar a aeronave. O projeto era o de transformar o modelo no maior cargueiro comercial do mun­do. Entre os desafios estava o de obter certificações internacionais, questão desnecessária enquanto o avião operava apenas na União Soviética.

 

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