Biossimilar para câncer de mama chega em março ao país

De acordo com a Libbs, o Zedora deve ser oferecido a um preço mais baixo, mas o valor ainda não foi divulgado

Negócios ligados ao atendimento remoto na área de saúde para acompanhamento de tratamentos ganham espaçoNegócios ligados ao atendimento remoto na área de saúde para acompanhamento de tratamentos ganham espaço - Foto: Reprodução/Internet

A farmacêutica Libbs informou que a nova droga biossimilar para tratar câncer de mama chegará ao país em março. O medicamento, vendido sob a marca Zedora, é uma terapia alvo contra câncer de mama HER2+, um tipo de tumor mais agressivo que responde por cerca de 20% dos casos. O tumor tem incidência entre mulheres mais jovens e costuma levar tempo para ser diagnosticado.

O Zedora reproduz o princípio ativo do trastuzumabe, medicamento usado hoje no combate do tumor HER2+ cuja dose custa cerca de R$ 10 mil. De acordo com a Libbs, o Zedora deve ser oferecido a um preço mais baixo, mas o valor ainda não foi divulgado.

O trastuzumabe é usado no Brasil desde 1999, quando foi aprovado pela Anvisa. À época, foi considerado uma revolução no tratamento do tumor HER2+, que possuía um prognóstico muito negativo, afirma Marina Sahade, mastologista do hospital Sírio Libanês. O SUS demorou para incorporá-lo. Ele é oferecido pela rede pública para tratamento de tumores em fase inicial desde 2013.

Em agosto do ano passado, o SUS ampliou seu uso para pacientes com câncer metastático tratamento mais longo e mais caro que o do tumor em fase inicial.
Por conta do alto custo da medicação, o acesso a pacientes na rede pública é mais difícil que por planos de saúde. No SUS, é preciso realizar exames que comprovem a positividade do HER2 para iniciar o tratamento.

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"O importante é que a paciente que precise receba, o quanto antes, o tratamento -seja o trastuzumabe ou o Zedora. Há esperança que a chegada do biossimilar amplie esse acesso", diz Sahade.

Inicialmente, o remédio será importado da Biocon, uma farmacêutica indiana que fará a transferência de tecnologia para a indústria brasileira e também para o Instituto Butantan por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP).

Quando o processo terminar, em até cinco anos, o medicamento será produzido no Brasil, na fábrica da Libbs, localizada em Embu das Artes (SP). O Zedora estará disponível nas instituições de tratamento oncológicos do SUS e na rede privada. Segundo o laboratório, ele será coberto por planos de saúde.

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