Bolsonaro diz não querer PGR só contra corrupção e pede para Deltan procurá-lo

No final de semana, Bolsonaro havia compartilhado no Facebook mensagem que chama Deltan de "esquerdista"

Jair BolsonaroJair Bolsonaro - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) reforçou nesta segunda-feira (12) qual é o perfil que espera do próximo titular da Procuradoria-Geral da República. Disse querer um nome não apenas que combata a corrupção e que ele não poderá ser "xiita ambiental" nem "supervalorizar" minorias.

Bolsonaro respondeu sobre a possibilidade de o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, ocupar a PGR. "Manda ele me procurar, por que não me procurou até hoje? É muito simples. Todos querem ser procurados. Eu não procurei ninguém. A caneta BIC é minha", disse.

No final de semana, Bolsonaro havia compartilhado no Facebook mensagem que chama Deltan de "esquerdista". A mensagem foi resposta a uma usuária que sugeria o chefe da Lava Jato para substituir Raquel Dodge, a atual procuradora-geral.

Bolsonaro esteve em Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde inaugurou 47 km de duplicação em trechos da BR-116 em evento presidencial com ares de campanha eleitoral e militância autorizada a permanecer próxima do presidente. Os apoiadores vaiaram políticos presentes, como a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB), chamada de comunista.

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"Quero um PGR que não apenas combata a corrupção, que entenda a situação do homem do campo, não fique com essa ojeriza ambiental, que não atrapalhe as obras que estão fazendo dificultando licenças ambientais, que preserve a família brasileira, que entenda que as leis têm que ser feitas para a maioria e não para as minorias. É isso que queremos", falou após a cerimônia.

"Que não seja um xiita ambiental" e "que entenda as pessoas de minoria com a importância que têm e não supervalorizada", acrescentou.

Nas palavras de Bolsonaro, o "PGR é uma pessoa importantíssima. É o chefe lá do MP, [Ministério Público] fiscal da lei. Nós não podemos ter um chefe do MP que não esteja alinhado com o desenvolvimento do Brasil".

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