Brasil fica fora de top 10 em ranking universitário de países emergentes

A USP (Universidade de São Paulo) passou da 9ª para a 13ª posição.

Posse dos novos desembargadores do Tribunal de Justiça de PernambucoPosse dos novos desembargadores do Tribunal de Justiça de Pernambuco - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Nenhuma universidade brasileira ficou entre as dez primeiras de um ranking internacional que lista apenas instituições de ensino superior e pesquisa de países em desenvolvimento. A USP (Universidade de São Paulo) passou da 9ª para a 13ª posição.

A relação "Brics & Emerging Economies Ranking" 2017 é feita pela THE (Times Higher Education), publicação britânica e uma das mais renomados listas de universidades no mundo. O ranking com instituições dos chamados países emergentes é realizado desde 2013 e é a primeira vez que nenhuma brasileira aparece no Top 10.

São listadas instituições do Brics (grupo que inclui Rússia, Índia, China e África do Sul) e e de países emergentes como Turquia, Colômbia, Chile, México e Taiwan.
Na edição 2017, divulgada nesta quarta-feira (30), há 25 universidades brasileiras entre as 300 listadas de 41 países. Eram 14 no anterior, quando o ranking reunia 200 instituições no total.

A publicação analisa 13 critérios para calcular o ranking. Entre eles, estão informações como titulação de professores, impacto de citações de artigos científicos e nível de internacionalização da universidade.

A USP não piorou seus indicadores na edição atual com relação ao ano anterior, mas acabou ultrapassada por instituições chinesas, russas e de Taiwan.

Desde 2014 a USP vive uma crise financeira. Texto publicado no site da instituição comemora que a USP continua como a melhor universidade brasileira dos Brics.

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é segunda instituição brasileira mais bem colocada. Aparece na 28ª colocação, mas no ano anterior era 24ª. Na sequência aparece a PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio, em 55ª colocação. Era a 43ª na lista de 2016.

Instituições chinesas continuam a dominar o ranking. Entre as 300 universidades listas, 52 são da China e seis delas estão entre as 10 primeiras posições.

USP e Unicamp, ambas mantidas pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), também caíram na edição principal do ranking da THE, divulgado em setembro. Na última edição do RUF (Ranking Universitário Folha), a USP perdeu a primeira posição para a UFRJ (Federal do Rio de Janeiro).

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