Casal é preso suspeito de matar grávida no Rio

A grávida desapareceu no dia 13 de dezembro após encontrar Thainá para buscar um enxoval oferecido pela suspeita.

O ministro Luiz Eduardo Ramos, parabenizou o trabalho do deputado Silvio Costa Filho e do grupo de trabalho O ministro Luiz Eduardo Ramos, parabenizou o trabalho do deputado Silvio Costa Filho e do grupo de trabalho  - Foto: Divulgação

Um casal foi preso suspeito do desaparecimento de Rayanne Christini, de 22 anos, grávida de sete meses.

Segundo a Polícia Civil, Thainá Silva Pinto, 21, e o marido, Fábio Luiz Souza Lima, 27, são acusados de tramar o crime para ficar com o bebê de Rayanne.

A grávida desapareceu no dia 13 de dezembro após encontrar Thainá para buscar um enxoval oferecido pela suspeita. Câmeras de segurança da Central do Brasil registraram o encontro.

De acordo com agentes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros, Rayanne e o bebê estão mortos.

A jovem participava de um grupo de rede social para ganhar doações.
Um corpo foi encontrado carbonizado próximo da casa de Thainá, em Magé, na Baixada Fluminense. Pedaços da roupa de Rayanne foram também identificados nos arredores da residência do casal.

Na casa havia diversas marcas de sangue. A polícia acredita que lá tenham tentado fazer o parto da vítima. Uma faca suja de sangue foi achada no local.
Policiais também encontraram pedaços do vestido e os restos mortais na lixeira da casa.

"Os envolvidos não demonstraram remorso. Há várias denúncias de que o Fábio teria saído com mochilas de dentro casa de Thainá. Acreditamos que as bolsas foram usadas para ocultar os corpos", afirmou a delegada Elen Souto.

"A Thainá tinha certeza que a Rayanne estava grávida de oito meses e ia dar à luz a qualquer momento. Ela é fria e dissimulada. Já o Fábio não disse nada sobre o crime", acrescentou.

Apesar de não estar grávida, Thainá postava em redes sociais fotos afirmando que teria um filho em breve. Ele chegou a compartilhar imagens do quarto da criança.

Segundo a investigação, Rayanne foi morta por mais três pessoas no dia 13, data do encontro com Thainá.

A Polícia pediu a prisão de todos. O grupo está foragido. Eles vão responder por duplo homicídio e ocultação de cadáver. O corpo da criança ainda não foi encontrado.

O corpo da jovem está no Instituto Médico-Legal (IML) e será submetido a exame de DNA com material colhido da mãe da vítima.

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