Brasília
Contrabando na pauta da América Latina
Tema foi discutido no IV Encontro da Aliança Latino-Americana Anticontrabando (ALAC),
O Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em Brasília, sedia até hoje o IV Encontro da Aliança Latino-Americana Anticontrabando (ALAC), o primeiro em território nacional, desde a sua implantação, em 2016.
Com a presença de 15 países da América Latina, dos quais, dez fazem diretamente parte dos mais de 17 mil quilômetros de fronteira terrestre com o Brasil, o encontro tem como objetivo promover a integração entre os países-irmãos para tratar dos problemas decorrentes do contrabando, falsificação e pirataria, que só em 2017 gerou perdas para os setores produtivos, além de fiscais, na ordem de R$146 bi.
“A grande proposta do ALAC é ser um espaço para troca de informação, conhecimento mútuo das melhores práticas”, declarou, ontem, em seu discurso de abertura, o presidente executivo do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP), Edson Vismona.
Ele completou afirmando que apesar de ser um desafio mundial, o aspecto mais dramático do contrabando e comércio ilegal têm seus aspectos mais acentuados nos países do Cone Sul e na América Latina. “Por isso a importância dessa abertura de diálogo, para que possamos olhar de forma decisiva dessa ameaça constante que só aumenta e prejudica o nosso comércio e desenvolvimento”, afirmou Vismona.
Em seu comentário, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, lembrou que o contrabando é a maneira mais eficaz de financiar o crime organizado. Mas como conseguir ferramentas para combater o contrabando na terceira maior extensão de fronteira do mundo?. Segundo o ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, o combate passa pela criação de uma polícia da América Latina. Hoje, o encontro debate inteligência e investigação criminal.
*repórter viajou a convite da ETCO
