DESAPARECIDOS

Cresce suspeita sobre PMs em chacina de SP

Embora ainda falte a confirmação científica da identidade de 3 dos 5 mortos

Flávio Rocha, presidente da RiachueloFlávio Rocha, presidente da Riachuelo - Foto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco

 

O encontro de cinco corpos em uma mata de Mogi das Cruzes (Grande de SP) reforçou as suspeitas do envolvimento de policiais militares na chacina de jovens da Zona Leste da capital paulista. Embora ainda falte a confirmação científica da identidade de 3 dos 5 mortos, policiais e familiares já dão como certo que os corpos achados em uma área rural são dos rapazes desaparecidos desde 21 de outubro, quando saíram de carro para ir a uma festa em Ribeirão Pires, no ABC. Na área onde os corpos foram encontrados, perto de uma estrada de terra, foram localizadas cápsulas de pistola calibre .40, utilizadas pela polícia de São Paulo.

Os corpos encontrados estavam enterrados em uma ribanceira e apresentavam avançado estado de decomposição. Impressões digitais de dois rapazes e a prótese que um deles usava nas pernas contribuíram para a identificação. O ouvidor da Polícia, Júlio César Fernandes Neves, disse que um dos jovens estava com os pulsos amarrados com algemas plásticas. Todos receberam vários tiros. Um dos corpos estava sem cabeça. Com idades entre 16 e 30 anos, os rapazes, um deles cadeirante, sumiram no caminho da festa em que encontrariam meninas conhecidas em rede social.

 

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