Cristian Cravinhos, do caso Richthofen, é condenado por suborno a PMs

Ele teria agredido a mulher com a qual mantinha um relacionamento e tentou subornar dois policiais, para evitar ser preso novamente

Cristian Cravinhos foi condenado por suborno a policiais militaresCristian Cravinhos foi condenado por suborno a policiais militares - Foto: Reprodução

Cristian Cravinhos, 43, um dos autores do assassinato dos pais de Suzane von Richthofen, foi condenado, na noite desta segunda-feira (8), a quatro anos e oito meses de prisão pelo crime de corrupção ativa. A nova condenação refere-se à tentativa de suborno feita por Cristian a dois policiais militares para evitar ser preso novamente ao se envolver em uma confusão num bar de Sorocaba (99 km de São Paulo), em abril deste ano.

Na ocasião, o condenado teria agredido a mulher com a qual mantinha um  relacionamento. Frequentadores do estabelecimento chamaram a polícia e, ali mesmo, Cristian teria oferecido R$ 1.000 aos policiais para não ser preso, além de outros R$ 2.000 que conseguiria com o irmão, Daniel - também condenado pela morte do casal Richthofen.

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Questionado pelos PMs, Cristian, que teria se identificado como "um dos irmãos Cravinhos", negou estar armado, afirmando apenas ter discutido com a mulher. Ao revistá-lo, no entanto, os policiais encontraram uma munição 9 mm num bolso, segundo informou a SSP (Secretaria de Segurança Pública). Preso em flagrante, passou por audiência de custódia, que determinou sua prisão preventiva.

Nesta segunda, a juíza Margarete Pellizari, da 2ª Vara Criminal de Sorocaba, condenou o réu a cumprir a pena em regime fechado porque ele é reincidente. "Para se eximir das responsabilidades decorrentes de suas escolhas, o réu, condenado a altíssima pena por gravíssimo crime de homicídio triplamente qualificado e em cumprimento de pena, livre por concessão de benesse executória, voltou a delinquir tentando corromper dois agentes públicos, conduta acentuadamente reprovável e censurável, evidenciando que não merece e não pode retornar ao seio da sociedade", escreveu a magistrada em seu despacho.

Cristian estava preso preventivamente na Penitenciária de Tremembé, onde deverá cumprir o restante da pena. A reportagem da Folha procurou Ivan Peterson de Camargo, o responsável pela defesa de Cristian, mas não localizou o advogado. À imprensa local, Ivan disse que vai recorrer da sentença por não concordar com a pena aplicada ao seu cliente.

Bom comportamento
Em 22 de julho de 2006, Cristian foi condenado a 38 anos e seis meses de prisão pela participação na morte dos pais de Suzane von Richthofen, Manfred e Marísia, em 31 de outubro de 2002. Foi para o regime semiaberto em 2013 e em agosto de 2017 obteve permissão da Justiça de São Paulo para cumprir pena em regime aberto.

Na época, a 2ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté justificou o benefício a Cristian por ele não ter cometido falta disciplinar e ter demonstrado bom  comportamento carcerário no regime semiaberto.

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