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'Deixa de ser caipira', responde guru de Bolsonaro a Doria

Doria afirmou que não acha importantes as manifestações do guru a respeito do Brasil porque 'ele nem sequer vive aqui [e sim nos EUA]'

Olavo de CarvalhoOlavo de Carvalho - Foto: Reprodução/Internet

O guru do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Olavo de Carvalho, criticou nesta quarta-feira (3) o governador de São Paulo João Doria (PSDB), que afirmou à Folha de S.Paulo que não considera importantes as opiniões do escritor. Ao ser questionado sobre os ataques de Olavo ao vice-presidente Hamilton Mourão, Doria afirmou que não acha importantes as manifestações do guru a respeito do Brasil porque "ele nem sequer vive aqui [e sim nos EUA]".

Olavo foi às redes sociais para responder ao tucano. "Não vou brigar com o Doria", afirmou. "Só lhe recomendo estudar História para deixar de ser caipira e tomar conhecimento do grande número de patriotas brasileiros que viveram no exterior, a começar pelo próprio fundador do país, José Bonifácio de Andrada e Silva, e pelo chefe da campanha abolicionista, Joaquim Nabuco", acrescentou o escritor.

Olavo, que exerce influência sobre a ala ideológica do governo Bolsonaro, tem feito sucessivas críticas aos generais que participam da gestão. No último dia 16, o escritor foi uma das estrelas da festa que precedeu a chegada de Bolsonaro a Washington.

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Lá o disse que Mourão é um "cara idiota", "um estúpido", uma figura "que não tem ideia do que é a Vice-Presidência". "Não o critico, eu o desprezo", soltou. Em resposta, o ministro general Carlos Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo, disse à Folha que Olavo é inconsequente e seu "desequilíbrio fica evidente".

Mais uma vez, o guru do presidente voltou às redes sociais para fazer ataques.
"O general Santos Cruz ofende de maneira brutal o nosso presidente: insinua que ele não tem maturidade para escolher sensatamente seus amigos e precisar portanto de um tutor, o próprio Santos Cruz", disse o escritor.

"O truque do Santos Cruz é camuflar sua mediocridade invejosa sob trejeitos de isentismo e acusar de 'extremista' quem o supera intelectualmente". Santos Cruz não fez tréplicas dessas declarações.

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