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Deputado acusa líder do PSL de portar arma no plenário e CCJ interrompe sessão

O deputado Delegado Waldir (PSL-GO), líder do partido de Jair Bolsonaro na Casa, foi acusado pelo deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE)

Delegado Waldir (PSL)Delegado Waldir (PSL) - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Uma confusão suspendeu a sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara em que deve ser lido o parecer do relator da reforma da Previdência, nesta terça-feira (9).

O deputado Delegado Waldir (PSL-GO), líder do partido de Jair Bolsonaro na Casa, foi acusado pelo deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE) de estar armado em plenário.

Após a confusão, Waldir mostrou a jornalistas o coldre vazio. No entanto, Bismarck acusa o líder do PSL de ter passado a arma para outra pessoa no meio do tumulto.

O pedetista chegou a ficar em pé nas cadeiras da comissão e pediu ao presidente do colegiado, Felipe Francischini (PSL-PR) que fechasse as portas para não deixar ninguém entrar ou sair.

A sessão foi suspensa por alguns minutos e Francischini chamou os coordenadores de bancada para sua sala.

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"Isto aqui não é rinha de galo", exclamou o deputado, tentando sem sucesso conter a confusão.

O tumulto começou depois que o presidente decidiu proceder à leitura do relatório. A oposição tentava apresentar questões de ordem para protelar o início da apresentação, e foi à mesa de Francischini apelar para que ela não fosse iniciada.

O clima na CCJ é de tensão desde o início da sessão, com os deputados de oposição apresentando sucessivos requerimentos para tentar adiar o processo.

A expectativa é que o deputado Marcelo Freitas (PSL-MG) leia nesta terça um parecer pela admissibilidade total da PEC da reforma da Previdência.

Depois, é esperado que haja pedido de vista. Assim, nova discussão sobre a PEC só deve ser retomada na próxima semana. O governo espera votar o processo na próxima quarta-feira (17).

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