Epicentro no Brasil, SP passa de 6 mil mortes e 80 mil infectados por coronavírus

Estado é o epicentro da pandemia de coronavírus no Brasil, e, neste sábado (23), chegou a 6.045 óbitos após registrar 272 mortes em 24 horas

Governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa sobre coronavírus.Governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa sobre coronavírus. - Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

São Paulo é o epicentro da pandemia de coronavírus no Brasil. Neste sábado (23), o estado chegou a 6.045 óbitos após registrar 272 mortes em 24 horas. Segundo a Secretaria de Saúde, são 80.558 pessoas infectadas.

Para o coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, Divas Covas, a pandemia "provavelmente" vai durar até outubro se os índices não melhorarem.
"Se nós tivéssemos um índice de isolamento superior a 70%, essa epidemia ela estaria sob controle. No ritmo atual, não estamos chegando a 55% como mostram as projeções médias, vamos dizer assim, essa epidemia vai se prolongar", afirmou.

A preocupação é grande no governo paulista. Após anunciar o plano para afrouxamento da quarentena, no fim de abril, o estado viu o cenário mudar drasticamente: o número de casos crescer, as UTIs encherem e o isolamento diminuir.

"Estamos aí num impasse. As medidas de isolamento social que já foram maiores lá no fim de março, começo de abril, hoje ainda estão muito aquém do que seria necessário para frear essa velocidade [de avanço da pandemia]", disse Dimas Covas.

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O governador João Doria (PSDB), inclusive já admite ter o protocolo de trancamento, o "lockdown", pronto para uso, caso a situação piore. O megaferiado -que começou na última quarta (20) e vai até segunda-feira (25)-, criado para tentar aumentar os índices de isolamento, até o momento, não teve o efeito esperado.

"Mesmo com as medidas do feriado, que é importante, nós chegamos a um nível de 52% na região metropolitana, 48% no interior, e já tivemos aqui no estado de São Paulo 56%, 57% de isolamento", analisou o coordenador do comitê paulista. A taxa de ocupação de UTI, outro dos principais indicadores da situação de pandemia em um local, alcançou um de seus níveis mais altos na Grande São Paulo, 91,4%, e também no total do estado, com 74,7%.

Enquanto a capital paulista concentra a maioria dos casos, a doença avança mais rapidamente no interior e no litoral. Um levantamento do governo mostra que o número de novos casos cresce muito mais rápido em regiões que não a metropolitana de São Paulo.

No mês de abril, o número de casos da Covid-19 registrado no interior e no litoral cresceu 3.302% (de 129 para 4.389), contra 770% de aumento nas redondezas da capital. Em maio, a tendência segue, sendo a região metropolitana a que tem menor taxa de crescimento dos casos, 108% até o dia 18. A região de Presidente Prudente teve o maior aumento, com índice de 379% no mesmo período; já na Baixada Santista, a alta nos casos foi de 156%.

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