Espanha pede ao Brasil extradição de condenado por atentado em 1977

Condenado por envolvimento no 'massacre de Atocha', Carlos García Juliá cumpria liberdade condicional em 1991 quando fugiu. Ele ainda deve cumprir dez anos de prisão na Espanha

Militante de extrema direita,  Carlos García Juliá ao lado do político Blas Piñar em um comício de Fuerza NuevaMilitante de extrema direita, Carlos García Juliá ao lado do político Blas Piñar em um comício de Fuerza Nueva - Foto: Reprodução/Arquivo

A Procuradoria espanhola pediu nesta segunda-feira (10) a extradição de um dos autores de um atentado contra advogados comunistas em Madri em 1977, preso em 5 de dezembro no Brasil.

Em um documento divulgado nesta segunda-feira, a procuradora da Audiência Nacional, com sede em Madri, solicitou a extradição para a Espanha de Carlos García Juliá, condenado em 1980 pela morte de cinco pessoas. Este pedido deve ser validado pelo tribunal e depois pelo governo espanhol.

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O atentado em questão ocorreu em 24 de janeiro de 1977, quando militantes de extrema direita assassinaram quatro advogados comunistas e um funcionário do escritório de advocacia.

O "massacre de Atocha", em referência à rua Atocha, causou comoção na Espanha, que estava em plena transição para a democracia. Os fatos pesaram na decisão de legalizar o Partido Comunista alguns meses depois.

Carlos García Juliá foi autorizado em 1991 a cumprir o resto de sua sentença em liberdade condicional e depois viajar para o Paraguai, onde fugiu e iniciou uma viagem pela América do Sul.

Preso em 5 de dezembro, segundo a imprensa espanhola, ele ganhava a vida como motorista de um VLT em São Paulo sob uma falsa identidade. Ele ainda deve cumprir dez anos de prisão na Espanha.

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