Brasil

Famílias fazem vigília em frente à Cadeia de Manaus

Mulheres dos presos tentaram bloquear com lixo as avenidas Duque de Caxias e 7 de Setembro

Raul Henry, Celso Muniz (Ponta direita) e comissão do MDB de OlindaRaul Henry, Celso Muniz (Ponta direita) e comissão do MDB de Olinda - Foto: Divulgação

 

O desespero da faxineira Luciana Monteiro da Silva, 40 anos, que rezava ajoelhada e com olhar fixo em direção à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus, se juntou a mais de cem pessoas, entre mães, mulheres e filhos de detentos, que pediam informações de seus parentes presos.

As preces da faxineira eram em favor de seu filho, preso na unidade prisional que, na madrugada de ontem, foi palco de uma rebelião que matou ao menos quatro presos -três deles, decapitados.“Ele tá vivo. Meu filho! Deus é maior”, gritava a faxineira. O filho dela estava preso por envolvimento em roubos de sandálias e roupas.

“Ele estava no CDP [Centro de Detenção Provisória havia seis meses. Aí transferiram ele aqui para a Vidal”, disse ela. Assim como Da Silva, fizeram uma vigília na calçada da cadeia pública, após a ocorrência da rebelião.

Sem informações oficiais, os familiares têm feito de tudo para identificar os mortos. E até trocavam supostas imagens de corpos das vítimas do mo­tim que têm circulado via aplicativo Whatsapp.

Foi a inexistência de informação sobre os mortos, que gerou um tumulto entre os familiares e homens da Polícia Militar em frente a cadeia.

Mulheres dos presos tentaram bloquear com lixo as avenidas Duque de Caxias e 7 de Setembro, que dão acesso à unidade. Elas gritavam: “eles não são animais.” A polícia também chegou a atirar spray de pimenta contra as manifestantes para desfazer a manifestação.

 

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