Fuzileiros matam suspeito de roubo no Rio de Janeiro

Ação foi motivada após troca de tiros de militares com dois suspeitos de assaltos na avenida Brasil

Homem suspeito de assalto foi  morto em troca de tiros com militares, no Rio de JaneiroHomem suspeito de assalto foi morto em troca de tiros com militares, no Rio de Janeiro - Foto: Reuters/pilar oliveira

 

Uma troca de tiros envolvendo fuzileiros navais e dois suspeitos de roubo deixou uma pessoa morta na quarta-feira (15), segundo dia de patrulhamento das Forças Armadas na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Segundo o general Mauro Sinott Lopes, comandante de primeira divisão do Exército, dois homens tentaram roubar uma motocicleta em um dos acessos da avenida Brasil, na Zona Norte. O alarme do veículo teria disparado, o que motivou a fuga dos homens. No caminho, avistaram um caminhão com militares.
Um dos homens teria feito um disparo contra a tropa, que reagiu, matando-o. No início da manhã o corpo do homem ainda permanecia estirado ao lado da via, coberto por um plástico azul. Não há informações sobre o paradeiro do segundo homem.

De acordo com Lopes, os militares agiram conforme as chamadas regras de engajamento, que são as diretrizes de uso gradual da força durante conflitos.

O general disse que os militares serão bastante rígidos quando tiverem suas vidas ameaçadas durante o trabalho no Rio. As Forças Armadas chegaram na tarde desta terça e atuarão com nove mil homens no Rio até o próximo dia 22. Ao final do período, será avaliada uma possível extensão do prazo.

"Tivemos um incidente em que um meliante teria vindo a óbito após efetuar disparos contra a tropa. Na produção dessa segurança, nesse adicional de segurança pública que estamos proporcionando, nós seremos intolerantes com qualquer ameaça à tropa", disse ele. O general lembrou que os homens empregados nessa atuação no Rio têm experiência em patrulhar áreas violentas. De acordo com ele, são homens que atuaram nas favelas do Complexo do Alemão e da Maré, zona norte do Rio, e também no patrulhamento da Olimpíada.

As Forças Armadas atuarão em diversos pontos do Rio. Farão a segurança, por exemplo, da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), em conjunto com a Polícia Militar, devido a atos de servidores que se opõe a medidas propostas pelo governo para lidar com a crise financeira do Estado.

 

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