Governadores do Norte defendem que Bolsonaro receba recursos do G7

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), disse que é fundamental ao governo brasileiro receber apoio internacional

Reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e os representantes do Amazônia LegalReunião entre o presidente Jair Bolsonaro e os representantes do Amazônia Legal - Foto: Flickr/ Palacio do Planalto

Os governadores do Norte pretendem cobrar do presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (27) que o governo brasileiro aceite o repasse de US$ 20 milhões (cerca de R$ 83 milhões) oferecidos pelo G7 para a a preservação da floresta amazônica.

Na chegada para reunião no Palácio do Planalto, os governadores do Amazonas, Pará e Roraima defenderam a utilização dos recursos, apesar da resistência de Bolsonaro, que disse só aceitá-los caso o presidente francês Emmanuel Macron peça desculpas.

"Todos os recursos e financiamentos são importantes e de todas as fontes. O objetivo é um só: a preservação do meio ambiente e da Amazônia", pregou o governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), filiado ao mesmo partido do presidente.

No mesmo tom, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), disse que é fundamental ao governo brasileiro receber apoio internacional e ressaltou que qualquer recurso é bem-vindo para ajudar na preservação ambiental.

"Nós precisamos de recursos e precisamos avaliar todos que entram no Brasil e de que forma serão aplicados", disse. "Nós precisamos de apoio internacional e institucional e toda ajuda é bem-vinda", acrescentou.

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Além de ser favorável aos recursos internacionais, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), pregou que o governo brasileiro convença nações estrangeiras a aumentar o envio de dinheiro ao Brasil.

"Eu defendo que tenhamos capacidade de convencer aqueles que queiram nos ajudar em ampliar as ofertas financeiras, partindo do princípios de que esses recursos estarão alimentando as estratégias do Brasil e dos estados da Amazônia", disse.

Nesta terça-feira (27), Bolsonaro recuou e disse que ainda pode discutir o recebimento dos recursos. Na noite de segunda-feira (26), o Palácio do Planalto havia informado que o montante, seria rejeitado em meio a uma crise com a França.
Em entrevista na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro ressaltou, no entanto, que só aceita negociar o aporte se Macron pedir desculpas a ele, por tê-lo chamado de "mentiroso", e retirar declaração sobre a internacionalização da floresta amazônica.

"Eu falei isso [não aceitar os recursos]?", questionou. "Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro, me chamou de mentiroso. Depois, as informações que eu tive, é que a nossa soberania está em aberto na Amazônia", acrescentou.

A maior parte do dinheiro oferecido pelas nações europeias é para ser utilizada no combate à série de incêndios. Em entrevista concedida no fórum mundial, Macron disse que está em aberto o debate sobre a internacionalização jurídica, mas a questão não constou na declaração final do G7.

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