Governo do AM rebate ministro da Justiça e sugere conivência federal

Nesta manhã, Alexandre de Moraes declarou que o governo do Amazonas tinha informações sobre planos de fugas

No primeiro dia do II Encontro Semiárido e Educação foram discutidas políticas públicas para a região. Promovido pela Fundaj, evento é realizado até amanhã (25), em PetrolinaNo primeiro dia do II Encontro Semiárido e Educação foram discutidas políticas públicas para a região. Promovido pela Fundaj, evento é realizado até amanhã (25), em Petrolina - Foto: Divulgação

O governo Estadual do Amazonas rebateu na tarde desta quarta-feira (4) críticas feitas pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, sobre a crise carcerária em Manaus. Segundo o governo amazonense, o governo federal compartilha de informações e participa de discussões sobre segurança pública no Estado.

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Nesta manhã, Alexandre de Moraes declarou em Brasília que o governo do Amazonas tinha informações sobre planos de fugas e que essas informações não foram compartilhadas com a União. Segundo Moraes, o governo federal poderia auxiliar com o envio de tropas da Força Nacional, por exemplo.

Mas de acordo com o governo amazonense, desde outubro de 2016 o Estado mantem um Comitê de Gerenciamento de Crise do Sistema de Segurança Pública, com representantes estaduais e federais. Entre as entidades presentes no comitê, segundo o governo do Amazonas, estão a Polícia Federal, as Forças Armadas, a Polícia Rodoviária Federal e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), todas entidades federais.

"Ameaças de fugas e rebeliões são detectadas constantemente pelos órgãos de inteligência e do Sistema de Segurança Pública e sempre foram tomadas as providências necessárias. Em função delas que montamos um comitê em outubro", declarou o secretário Estadual de Segurança Pública, Sérgio Fontes.Para o secretário, planos e estratégias desenvolvidos pelo comitê foram responsáveis por uma "resposta rápida" ao motim que matou 56 detentos. "Graças ao comitê salvamos todos os reféns", disse fontes.

Para o governo do Amazonas, o massacre ocorrido no Estado não tinha a pretensão de ser apenas uma fuga, mas sim a execução de rivais, o que dificultaria a ação do governo. Ainda assim, o governo diz que apurará "supostas falhas" no sistema carcerário

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