Justiça revoga prisão de arquiteta suspeita de atropelar gari

A prisão dela foi ordenada no dia 6 de março após a acusada faltar na audiência de instrução

Juiz tinha mais de 5.300 processos conclusos sem andamento há mais de 180 diasJuiz tinha mais de 5.300 processos conclusos sem andamento há mais de 180 dias - Foto: Pixabay

O Tribunal de Justiça revogou a prisão preventiva contra a arquiteta Hívena Queiroz Del Pintor Vieira, 26 anos, suspeita de atropelar e matar o gari Alceu Ferraz, 61 anos, em junho de 2015, na avenida São João (centro de SP).

A prisão dela foi ordenada no dia 6 de março após a acusada faltar na audiência de instrução. A juíza da sessão, Sônia Nazaré Fernandes Fraga, disse que a arquiteta não atualizou seu endereço e não foi encontrada.

A desembargadora Ely Amioka disse na decisão que a defesa alegou que foi comunicado no processo seu outro endereço, que fica em Cuiabá (MT), onde nasceu, e que deixou São Paulo desde 2016, quando se formou.

A defesa também disse no pedido de habeas corpus que Hívena está na Europa, grávida, e não sabia sobre a audiência na Justiça. O advogado disse que foi avisado no processo que ela iria viajar do dia 19 de dezembro do ano passado até 17 de março. Por causa da gestação, a defesa disse que ela tem direito a prisão domiciliar.

A desembargadora colocou em sua decisão que, por constar outro endereço fora de São Paulo, era preciso ter feito a citação por carta precatória. Segundo ela, isso não aconteceu.

A magistrada determinou que a arquiteta entregue seu passaporte após chegar ao país e compareça imediatamente à vara responsável pelo processo. Uma nova audiência foi marcada para o dia 17 de julho deste ano. Alceu estava trabalhando quando a acusada o atropelou. Depois ela fugiu e se apresentou na delegacia uma semana depois.

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