Justiça solta dono da empresa de refrigerantes Dolly

Empresário Laerte Codonho, solto na noite da última sexta-feira (18), estava preso há oito dias por fraude fiscal estruturada, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Laerte Codonho exibiu cartaz em protesto no momento em que foi presoLaerte Codonho exibiu cartaz em protesto no momento em que foi preso - Foto: Danilo Verpa/Folhapress

O empresário Laerte Codonho, dono da empresa de refrigerantes Dolly, foi solto na noite da última sexta-feira (18) pela Justiça de São Paulo. Codonho estava preso há oito dias após ser alvo de uma operação do Ministério Público de São Paulo por fraude fiscal estruturada, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Justiça também soltou ontem o ex-gerente financeiro da Dolly, César Requena Mazzi, preso na mesma operação.

O Grupo de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec) do Ministério Público de São Paulo denunciou o empresário por sonegação fiscal nos últimos 20 anos, apontando um valor não pago de R$ 2,1 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Leia também:
Dono do refrigerante Dolly é preso por desviar R$ 4 bilhões
Fabricante da Dolly é alvo de operação por inadimplência e fraude no ICMS


Somando-se os impostos federais, que não são objeto desta investigação, o valor da dívida pode passar de R$ 4 bilhões. De acordo com a Promotoria, a Dolly, comandada por Codonho, demitiu funcionários e os recontratou em outra companhia para fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Durante a operação foram apreendidos 13 veículos do empresário, três helicópteros, além de dinheiro em espécie.

Os advogados de Codonho não foram localizados para comentar a soltura. O empresário deixou a carceragem do 77º Distrito Policial de Santa Cecília, na capital paulista, sem falar com a imprensa

Veja também

CPI vota, nesta quinta (20), pedido de acesso a vídeos de reuniões ministeriais com Ernesto
CPI da Covid

CPI vota, nesta quinta (20), pedido de acesso a vídeos de reuniões ministeriais com Ernesto

Comissão da Câmara adia votação de PL sobre uso medicinal da maconha
Congresso

Comissão da Câmara adia votação de PL sobre uso medicinal da maconha