Organização Criminosa

Líder do PCC nega ter ordenado assassinato de promotor em SP

Marcola foi ouvido na última segunda-feira (17) na penitenciária de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo

Marco Camacho, o MarcolaMarco Camacho, o Marcola - Foto: Wikipédia

O presidiário Marco Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, apontado pela polícia como o número 1 do PCC, negou a um grupo de promotores e delegados que tenha ordenado o assassinato de um promotor de Justiça e de outras autoridades no estado de São Paulo em represália à sua eventual transferência.

Marcola foi ouvido na última segunda-feira (17) na penitenciária de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, pela força-tarefa criada para apurar a suposta ordem de assassinado contra o promotor Lincoln Gakiya, um dos principais promotores que investigam o crime organizado.

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Tal ordem de ataque foi encontrada em bilhetes apreendidos no início do mês com duas mulheres que haviam deixado o presídio de Venceslau, após visitas ao maridos, sendo uma delas mulher do preso que divide cela com Marcola.

Por essa ligação, as autoridades atribuem ao próprio chefe do grupo a autoria da ordem contida da mensagem que, em resumo, determina a morte do promotor e de um diretor da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) na região de Venceslau, caso ele fosse transferido para um presídio federal.

Gakiya é o promotor responsável pelo pedido de transferência de 15 integrantes do PCC em razão de um suposto plano de fuga descoberto pela inteligência do governo paulista, que previa o uso de exército de mercenários e helicópteros de guerra, ação estimada em até R$ 100 milhões.

Após a apreensão dessas mensagens, a escolta do promotor foi reforçada, e a Promotoria criou a força-tarefa para investigar a origem dessas ordens. O promotor pediu a transferência de Marcola e outros presos ligados à facção para unidades federais, mas a Justiça ainda não decidiu sobre o caso.

De acordo com integrantes da força-tarefa ouvidos pela reportagem, Marcola disse desconhecer tal ordem e que não tem nada contra nenhuma autoridade paulista, incluindo o promotor. Ainda de acordo com o que a reportagem apurou, Marcola falou de forma tranquila e disse considerar estranho o nome de políticos nos alvos de ataques da facção. Participam da força-tarefa cinco promotores e cinco delegados.

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