Brasil

Mandante do assassinato de Dorothy Stang volta a ser preso no Pará

Missionária americana foi morta em fevereiro de 2005

Dorothy StangDorothy Stang - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Policiais civis do Pará prenderam nesta terça-feira (16) o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão. Ele foi condenado a 30 anos de prisão por encomendar a morte da missionária norte-americana Dorothy Stang, assassinada em fevereiro de 2005, em Anapu, no oeste do Pará.

Galvão foi detido em Altamira, a cerca de 140 quilômetros de Anapu. Acusado pelo Ministério Público do Pará (MP-PA) de ser um dos mandantes do assassinato de Dorothy, o fazendeiro foi condenado em 2010 e preso em novembro de 2011. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu-lhe um habeas corpus. Na época, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu sua pena para 25 anos. De volta à prisão, Galvão saiu mais uma vez em maio de 2018, graças a uma liminar do ministro Marco Aurélio de Mello, do STF.

Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a decretar a imediata prisão do fazendeiro.

Leia também:
STF revoga liminar, e mandante de assassinato de Dorothy Stang deve voltar à prisão
Mandante do assassinato de Dorothy Stang deixa prisão no Pará 

Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros, em uma estrada rural de Anapu. Conhecida por defender, junto com representantes de sindicatos rurais e da Pastoral da Terra, melhores condições de vida e de trabalho para a população da região, Stang estava a caminho do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, do qual era considerada uma das principais líderes.

Os quatro outros envolvidos no caso – incluindo o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, também acusado de ser mandante do crime – foram julgados e condenados a penas que variam de 17 a 27 anos de reclusão. Os julgamentos começaram um ano após o assassinato da missionária.

Segundo o MP-PA, Bida ofereceu R$ 50 mil pela morte da missionária. Amair Feijoli da Cunha contratou os pistoleiros Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista. Cunha e Batista foram condenados a 18 anos de prisão cada um. Já Rayfran das Neves Sales foi condenado a 27 anos de prisão, mas teve direito à progressão para regime domiciliar após cumprir cerca de nove anos de prisão. Solto, ele voltou a ser detido devido à acusação de envolvimento em outro assassinato.

Veja também

Dengue: Minas inaugura biofábrica do método Wolbachia
Saúde

Dengue: Minas inaugura biofábrica do método Wolbachia

Acumulados de chuva no fim de semana tiveram o calor como combustível, dizem especialistas
MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Acumulados de chuva no fim de semana tiveram o calor como combustível, dizem especialistas

Newsletter