Mar de Fernando de Noronha é agitado por ondas gigantes

Fenômeno climático do swell foi um dos maiores dos últimos anos e atingiu praias como Porto de Santo Antônio, Cachorro, Conceição, Boldró, Meio, Americana, Bode e Cacimba do Padre

Alheios aos problemas causados pelo swell, surfistas aproveitam ondas gigantesAlheios aos problemas causados pelo swell, surfistas aproveitam ondas gigantes - Foto: Filipe Cadena / Cortesia

Fernando de Noronha enfrentou muitos transtornos durante a madrugada e todo o dia desta sexta (3), por conta de um fenômeno natural chamado swell. As ondas gigantes no mar do arquipélago atingiram principalmente as praias que ficam na costa de dentro, como Porto de Santo Antônio, Cachorro, Conceição, Boldró, Meio, Americana, Bode e Cacimba do Padre. Houve invasão da faixa de areia e queda de árvores, incluindo coqueiros, além de erosão nas praias. Este swell foi um dos maiores registrados nos últimos cinco anos.

Segundo a assessoria de imprensa do governo de Fernando de Noronha, a praia mais afetada pelo fenômeno foi a da Conceição, onde o mar derrubou três coqueiros e danificou parte da estrutura e eletrodomésticos do bar de Duda Rei. De acordo com o pesquisador Leo Veras, o avanço do mar foi provocado pela coincidência do pico do swell, aliado à maré e lua cheias.

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Uma das maiores preocupações da administração da ilha era o Porto de Santo Antônio, que já havia sido atingido em anos anteriores. Desta vez, porém, a área não sofreu os efeitos do fenômeno (por conta da direção das ondas, que se deslocaram do Norte e, antes de chegarem ao Porto, passaram pelas ilhas secundárias e pela praia da Viuvinha, o que diminuiu o impacto). “Santo Antônio fica mais vulnerável quando as ondas vêm do Noroeste, pois elas entram pela abertura do porto e agridem mais essa região”, explicou Leo Veras.

A redução no impacto do swell se deve também à antecedência na divulgação da chegada do fenômeno à ilha e ao trabalho preventivo realizado pela Administração do Distrito Estadual de Fernando de Noronha (ADEFN), em conjunto com a Capitania dos Portos, o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação de Barcos de Turismo (Abatur). Entre as ações preventivas que contribuíram para evitar danos, podem ser citados o cancelamento das atividades náuticas no Porto (a partir da quinta-feira, dia 1), a transferência das embarcações de pequeno porte para a Baía do Sueste e a retirada do píer flutuante de embarque de passageiros. Conforme observou o presidente da Abatur, caso não essas providências não tivessem sido tomadas, cerca de seis embarcações poderiam estar avariadas.
Monitoramento

Nesta sexta-feira, o administrador da Ilha, Plínio Pimentel, foi vistoriar as praias atingidas pelo swell. A visita começou logo cedo, na praia do Porto, onde apesar da invasão da água na faixa de areia, a situação estava controlada e dentro da normalidade. Pimentel demonstrou tranquilidade, afirmando que o monitoramento dos tripulantes que estavam a bordo das embarcações foi mantido de forma constante, durante toda a madrugada. Ele também adiantou que assim que a situação climática voltar à normalidade, a administração irá recuperar quaisquer danos sofridos e se empenhar ainda mais para resolver, de maneira definitiva, os problemas que a região enfrenta com as ondas gigantes.

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