Marisa, uma companheira incondicional

Casal se conheceu quando Lula era líder do sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo

Médico Roberto Kalil confirmou morte cerebral de Marisa Letícia Lula da SilvaMédico Roberto Kalil confirmou morte cerebral de Marisa Letícia Lula da Silva - Foto: Reprodução Veja

 

Primeira-dama do Brasil de 2003 a 2010, período em que seu marido ocupou a Presidência da República, Marisa Letícia nasceu em 7 de abril de 1950. Conheceu Lula aos 23 anos, em 1973, e os dois se casaram em 1974, ambos viúvos de seus primeiros casamentos. Juntos, tiveram três filhos. O casal se conheceu quando Lula era líder do sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo. Ela estava grávida de quatro meses e havia perdido o marido, um motorista de táxi, durante uma tentativa de assalto. Desde então, a neta de imigrantes italianos, que cresceu nesta cidade, berço do sindicalismo brasileiro, se tornou o sustentáculo na sombra do esmagador carisma de seu marido.
Lula adotou seu filho, Marcos, e Marisa, que começou a trabalhar ainda criança e passou anos em uma fábrica de chocolate, o acompanhou na luta contra a ditadura (1964-1985), nas greves de 70 e 80 e na fundação do PT em 1980. Sua grande apresentação à nação aconteceu em 1º de janeiro de 2003, quando apareceu radiante, vestida de vermelho, e com os característicos cabelos loiros e ondulados na posse de Lula. Oito anos depois, o casal deixava Brasília com uma popularidade recorde.

Tempestade
Mas tudo começou a desmoronar em 4 de março de 2016. Ao amanhecer daquela sexta-feira, agentes da Polícia Federal entraram na casa do casal e levaram Lula em condução coercitiva para depor sobre seu suposto envolvimento na gigantesca rede de corrupção na Petrobras. Apontado pelo Ministério Público Federal como um dos principais agentes do esquema, o ex-presidente Lula é alvo de várias denúncias.

Em uma delas, relacionada à propriedade de um triplex em Guarujá (litoral de São Paulo), o nome de Marisa é citado. Segundo o MP, a propriedade teria sido doada a Lula pela construtora OAS, em troca de serviços para obter contratos com a Petrobras. Lula sempre negou as acusações e denuncia uma perseguição judicial para impedi-lo de se apresentar à eleição presidencial de 2018.

 

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