Menina baleada por colega em escola de Goiás está paraplégica, diz hospital

Confirmação foi dada por boletim médico divulgado na manhã desta quarta-feira (25) pelo Hospital de Urgências de Goiânia

Colégio Goyases, em Goiânia, GOColégio Goyases, em Goiânia, GO - Foto: Reprodução/Facebook

Uma estudante de 14 anos, ferida pelo adolescente que abriu fogo contra colegas de sala de aula, perdeu o movimento das pernas e está paraplégica, confirma boletim médico divulgado na manhã desta quarta-feira (25) pelo Hospital de Urgências de Goiânia, onde ela está internada na UTI desde a última sexta-feira (20), dia da tragédia.

A mãe da adolescente já havia adiantado sobre o risco de a filha ficar paraplégica, no último domingo (22). Na ocasião, ela contou que a garota levou três tiros e um deles atingiu a medula espinhal. O estudante que assumiu a autoria dos disparos e foi apreendido em flagrante matou a tiros dois colegas de sala de aula e feriu outros quatro na escola particular Goyases, localizada na zona leste da capital.

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Apesar de o estado de saúde da adolescente ter evoluído positivamente, passando de grave para regular, ela continua recebendo cuidados intensivos e ainda não tem previsão de receber alta médica."Paciente orientada, consciente, com respiração espontânea e segue internada em uma UTI humanizada do Hugo [Hospital de Urgências de Goiânia]", informou o boletim médico.

"A adolescente apresenta uma lesão na medula espinhal, no nível da 10ª vértebra da coluna torácica, que comprometeu os movimentos dos membros inferiores de forma definitiva. A paraplegia já havia sido diagnosticada no dia de sua admissão, mas não informada até então a pedido de familiares", divulgou o hospital.

Durante um culto ecumênico realizado nesta terça (24) em frente à escola, a mãe da menina disse, para todos os presentes, que acredita na reversão do caso da menina. "Eu acredito que Deus vai recuperar a medula da minha filha", afirmou. "Eu sei que a minha dor não é maior que a das mães que perderam o filho, mas ela não é diferente porque é minha filha, meu bem precioso".

Nesta segunda, o pai do adolescente autor dos disparos, um major da PM com mais de 25 anos na corporação, abriu o portão de sua casa e disse à Folha que "todos estão abalados e que tudo foi uma fatalidade". Ele disse ainda que a mulher dele está se recuperando. Ela, uma sargento da PM, estava responsável pela arma usada pelo filho que pertence à corporação.

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