Meninos começam a ser vacinados contra HPV no SUS

Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos e

roposto pelo deputado Wanderson Florêncio, que preside a Comissão, o evento será realizado no dia 25 deste mês.roposto pelo deputado Wanderson Florêncio, que preside a Comissão, o evento será realizado no dia 25 deste mês. - Foto: Wesley D'Almeida

Meninos de 12 a 13 anos já podem ser vacinados na rede pública contra o HPV a partir desta semana, informou o Ministério da Saúde. Até então, a vacina era indicada apenas para meninas de 9 a 13 anos.

Com a ampliação da oferta, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a oferecer imunização também para meninos, e o sétimo do mundo -outros países que já ofertam a proteção também para meninos são Estados Unidos, Austrália e Israel, por exemplo.

Ao todo, foram adquiridas 6 milhões de doses que serão disponibilizadas nas unidades de saúde. A expectativa é vacinar 3,6 milhões de meninos até o fim deste ano. Inicialmente, a vacina será ofertada apenas para meninos de 12 a 13 anos. Nos próximos anos, no entanto, a ideia é ampliar a faixa etária de vacinação aos poucos -até atingir todos os meninos de 9 a 13 anos em 2020.

Assim, em 2018, a vacina será indicada também para meninos de 11 a 12 anos, seguidos dos meninos de 10 a 11 anos em 2019 e de 9 a 10 anos em 2020.
Além do primeiro grupo de meninos, cerca de 99.500 crianças e jovens de 9 a 26 anos que vivem com HIV também devem receber as doses neste ano.

Para as meninas de 9 a 13 anos, a vacina continua a ser recomendada, como já vinha ocorrendo nos anos anteriores. A novidade é que, neste ano, meninas de 14 anos que não tenham tomado a vacina ou que não completaram o esquema vacinal também poderão receber a imunização. Segundo o Ministério da Saúde, a estimativa é que 500 mil meninas dessa faixa etária estejam com doses em atraso.

Doses
Em geral, a vacina contra o HPV é aplicada em duas doses, com intervalo de seis meses entre a primeira e a segunda. Para portadores de HIV, no entanto, são indicadas três doses, com intervalos de dois meses para a segunda dose e de seis, para a terceira.

A opção por vacinar crianças e adolescentes ocorre como estratégia para garantir a proteção antes do início da vida sexual e, assim, antes do contato com o vírus.
O objetivo da vacinação é diminuir a incidência de câncer de colo de útero, vulva e vagina e também de câncer de pênis, garganta e ânus, complicações relacionadas ao HPV.

Meningite C
Além da imunização contra o HPV, o Ministério da Saúde já anunciou que passará a ofertar, a partir deste ano, uma nova vacina para adolescentes. É a vacina contra meningite C, hoje indicada somente para crianças.

Com isso, além das doses já previstas para esse público -uma aos três meses, outra aos cinco meses e um reforço de 12 meses a até 4 anos -a vacina passa a ter um segundo reforço, agora para meninos e meninas de 12 a 13 anos.

A mudança passa a valer a partir deste mês. A previsão é que 7,2 milhões de adolescentes passem a ter acesso a essa dose extra, indicada como forma de manter a imunização, uma vez que, com o passar dos anos, a proteção tende a diminuir.

Veja também

'Se casal deu qualquer informação falsa pra mim, não fico na causa', diz advogado de Dr. Jairinho
Henry Borel

'Se casal deu qualquer informação falsa pra mim, não fico na causa', diz advogado de Dr. Jairinho

Merendeira que ajudou crianças em massacre de Suzano é 1ª profissional de educação vacinada
Covid-19 no Brasil

Merendeira que ajudou crianças em massacre de Suzano é 1ª profissional de educação vacinada