Militares mortos em operações são sepultados no mesmo cemitério no Rio

Mortos em combate, ambos receberam honras militares, salva de tiros, marcha fúnebre entoada pela banda militar e toque de corneta

Operação nos complexos do Alemão e da Penha, no RioOperação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio - Foto: Carl de Souza / AFP

Os dois militares mortos nessa segunda (20), durante operações das Forças Armadas nos complexos do Alemão e da Penha, foram sepultados nesta terça-feira (21) no Cemitério do Mucajá, em Japeri, Baixada Fluminense, cidade onde ambos moravam. O soldado Fabiano Oliveira dos Santos, da 2ª Brigada de Infantaria, morto no Alemão, foi sepultado por volta das 14h. O cabo João Viktor da Dilva, do 25ª Batalhão de Infantaria Paraquedista, atingido na Penha, foi sepultado pouco antes das 17h.

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Mortos em combate, ambos receberam honras militares, salva de tiros, marcha fúnebre entoada pela banda militar e toque de corneta. A Marinha enviou um grupo de Fuzileiros Navais em homenagem aos militares, mortos por traficantes durante uma operação conjunta. Essas foram as primeiras mortes de militares registradas desde que começou a intervenção federal na segurança do Rio, há seis meses.

O militar de maior patente a representar as Forças Armadas no enterro foi o general de brigada Antonio Manoel de Barros, comandante do Comando Conjunto e da 1ª Divisão de Exército. Ele lamentou a perda dos dois militares, mas disse que as Forças Armadas não recuarão da missão de combate à criminalidade.

"Nós estamos aqui sofrendo com a família. Na vida militar, o soldado é como um filho. Quero ressaltar que este momento, apesar da dor, vai nos fortalecer ainda mais no cumprimento da nossa missão constitucional, de proteger o cidadão contra aqueles que querem se portar à revelia da lei. Esta é a nossa missão. Temos este dever. Estaremos firmes no nosso cumprimento", disse o general Barros, após o sepultamento.

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