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Ministério diz que União e prefeitura negociavam desocupação de prédio

Responsável por administrar o patrimônio da União, a pasta esclareceu, em nota, que a construção não estava incluída na programação de vendas de imóveis da União por causa do processo de cessão.

O prédio que pegou fogo e desabou no centro de São Paulo na madrugada desta terça (1º) abrigaria as novas instalações da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura de São Paulo, informou o Ministério do Planejamento. Responsável por administrar o patrimônio da União, a pasta esclareceu, em nota, que a construção não estava incluída na programação de vendas de imóveis da União por causa do processo de cessão.

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De acordo com o comunicado, a construção estava ocupada irregularmente ao ser cedida provisoriamente à prefeitura da capital paulista em 2017. Tanto a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) do Ministério do Planejamento como a Secretaria de Habitação da Prefeitura de São Paulo estavam negociando a desocupação e cadastrando os moradores.

“A responsabilidade pelo pedido de reintegração não era exclusiva nem da SPU e nem da prefeitura do município, mas sim de ambas as instituições. Assim, a SPU em parceria com a Secretaria de Habitação de São Paulo estavam atuando para tentar a reintegração amigável do edifício. Já havia sido feito o cadastramento dos ocupantes, que somavam cerca 400 pessoas reunidas em cerca de 150 famílias”, destacou o comunicado.

Segundo o Ministério do Planejamento, o superintendente do Patrimônio da União, Robson Tuma, está desde o início da manhã acompanhando pessoalmente a movimentação no prédio. A pasta informou que as pessoas cadastradas no momento do acidente já foram encaminhadas à assistência social da prefeitura. A nota também destacou que o ministério está recadastrando todos os imóveis inativos da União e implementará um plano para o reaproveitamento de cada construção.

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