Morte de cachorro em SP: vídeos da brutalidade circulam nas redes

Defensora dos animais, Luisa Mell publicou sobre o caso no seu instagram

Imagens foram cedidas pelo Carrefour para investigaçõesImagens foram cedidas pelo Carrefour para investigações - Foto: Reprodução/ Instagram

Vídeos do cachorro que morreu após sofrer maus-tratos por parte de funcionários do supermercado Carrefour de Osasco, na Grande São Paulo, foram divulgados nesta terça-feira (4). Luisa Mell, ativista em defesa dos animais, divulgou em suas redes sociais vídeos das câmeras de segurança do supermercado que foram cedidos pela empresa à Delegacia de Osasco.

Em um dos vídeos, o cachorro pode ser visto sendo alimentado por uma mulher, um dia antes do ocorrido, no estacionamento do supermercado. Já no vídeo do dia 29 de novembro, um dos funcionários da rede Carrefour é visto com uma barra de metal correndo atrás do cachorro. Em sequência, câmeras flagraram o animal mancando e sangrando. Há suspeitas de que o cão tenha não só sido agredido, mas também envenenado no local. "Não dá pra se acostumar com essas coisas horríveis, né? É inacreditável o que aconteceu", comentou Luisa, após assistir aos vídeos na Delegacia de Osasco.

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A agressão está sendo investigada pela Polícia Civil deste a última segunda-feira (3). Entraves encontrados na investigação se dão pelo corpo do animal já ter sido incinerado - como foi encontrado em situação terminal, foi acolhido como caso de atropelamento. "Eliminar o corpo do delito não vai adiantar porque a prova testemunhal pode suprir a ausência do exame", esclareceu o Fernando Capez, jurista que acompanhou Luisa à delegacia para apurar o caso.  

No artigo 32 da Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, fica prevista a detenção de três meses a um ano e multa para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena é aumentada de 1/6 a 1/3 no caso de morte do animal.

Em nota, o Carrefour afirmou repudiar qualquer tipo de maus-tratos contra os animais. A empresa relatou que o animal circulava havia dias pelo estacionamento e o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) chegou a ser acionado por diversas vezes para o resgate.

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