Mourão associa tremores de Merkel a medo de Donald Trump

Mourão falou em reunião sobre política internacional ao tratar sobre o que chama de desafios do mundo atual

Hamilton MourãoHamilton Mourão - Foto: Romério Cunha/VPR

O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão (PRTB), relacionou os recentes episódios de tremores em público da chanceler alemã, Angela Merkel, a um suposto medo que ela tem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump -a quem se referiu como "nosso presidente".

Em um almoço para empresários na cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul (120 km a oeste de Porto Alegre), na última terça-feira (6), Mourão falou sobre política internacional ao tratar sobre o que chama de desafios do mundo atual.

O general mostrou em uma apresentação de Power Point a famosa foto da cúpula do G7 de 2018, que reuniu os líderes de algumas das principais potências do mundo. Na imagem, Merkel aparece de pé com mãos apoiada em uma mesa, em frente a Trump, que está sentado e de braços cruzados.

À época, a imagem foi entendida como um símbolo da atual relação entre os dois, com a alemã se comportando como uma adulta que dá uma bronca em uma criança teimosa (no caso, Trump). Os tremores de Merkel só começaram a ser notados cerca de um ano depois da foto.

Porém, na palestra, Mourão fez uma interpretação oposta de que os tremores seriam resultado da "encarada" de Trump. Com a foto projetada em um telão, o vice-presidente disse: "Esse é o retrato do concerto das nações, o retrato dos mais desenvolvidos. O nosso presidente, Donald Trump, dando uma encarada na Merkel. Acho que foi por isso que a Merkel começou a ter uns tremores de vez em quando. Observe aí a postura do japonês Abe, de braços cruzados, tipo assim 'isso não vai dar certo'. É o mundo. Os líderes estão aí, cada um buscando o seu objetivo, e nós temos que entender e buscar os nossos".

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A alemã teve três episódios públicos de tremedeira entre junho e julho de 2019, criando suspeitas sobre seu estado de saúde. A imprensa local chegou a especular se ela poderia ter alguma doença como Parkinson ou se os temores eram neurológicos ou causados por estresse.

O governo alemão, porém, afirmou apenas que o assunto era uma questão privada da chanceler de 65 anos. No mesmo dia, Mourão também cumpriu agenda em Porto Alegre, onde afirmou que o Brasil passa a adotar uma lista de venezuelanos ligados ao regime de Nicolás Maduro barrados de ingressar no país.

"Nós, aqui no Brasil, estamos cumprindo, a partir de agora, o que estava acordado na reunião do Grupo de Lima de janeiro. Que todos os países têm de ter uma lista daqueles elementos do regime que estão enquadrados em crimes contra a humanidade e também na corrupção e roubo dos recursos do povo venezuelano", disse Mourão.

"O Chile e a Argentina já tinham essa lista de gente que não poderia entrar lá. Mas, agora, finalmente conseguimos concretizar a nossa. E essa turma não vai poder sair da Venezuela para vir para cá para o Brasil gastar o dinheiro que roubaram do povo venezuelano."

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