Mourão fala em privatizar estatais para equilibrar contas do governo

A meta foi incluída em uma explanação sobre a necessidade também de enxugar pessoal na esfera pública, com interrupção de novas contratações

Vice-presidente Hamilton MourãoVice-presidente Hamilton Mourão - Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), defendeu nesta quarta-feira (21) privatizar o máximo possível de estatais, além de fechar outras, como medida para equilibrar as contas do governo federal.

As afirmações, que corroboram objetivo indicado nos últimos dias pelo ministro Paulo Guedes (Economia), foram feitas a uma plateia formada por empresários, políticos, religiosos, professores e alunos em uma aula magna da qual ele foi o palestrante convidado, no Centro Universitário Adventista de São Paulo, em Engenheiro Coelho (a 160 km de SP).

A meta foi incluída em uma explanação sobre a necessidade também de enxugar pessoal na esfera pública, com interrupção de novas contratações. "Vamos enxugar o número de funcionários. Como fazer esse enxugamento, se tem estabilidade? Esse será um enxugamento progressivo. Como progressivo? À medida que as pessoas se aposentarem, não vamos contratar ninguém. Vamos aguardar que haja recursos para essa contratação, porque infelizmente, [para] o governante inescrupuloso, sobrou um dinheirinho ali 'vou contratar mais gente'. Não está olhando para frente, se vai ter condições de pagar aquilo que ele contratou", afirmou.

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"Outra coisa que podemos fazer: privatizar o que puder ser privatizado. Grande número, nós temos mais de 140 empresas estatais, a grande maioria delas são deficitárias, transformadas em mero cabide de emprego. Nós vamos vender aquilo que puder ser vendido e vamos fechar o que não interessa mais", disse o vice-presidente.

Observado por um público de mais de 2.700 pessoas no auditório reservado para a aula, e outras 700 do lado de fora, Mourão também voltou a falar sobre a situação da Venezuela, defendendo uma pressão econômica sobre o país em crise, mas sem abrir espaço para "uma guerra civil".

Ele criticou o chavismo, apesar de encontrar uma base de apoio popular no seu início, e disse que Nicolás Maduro não era um substituto à altura de Hugo Chávez, e tem de deixar o poder.

Mourão também disse que o Brasil tem uma legislação ambiental forte e que quando se fala em desmatamento é preciso "ser crítico" –pois, segundo ele, há o desmatamento legal. O vice-presidente deixou o local sem falar com a imprensa.

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