Multivacinação termina nesta sexta-feira

Neste ano, a campanha tem imunização com 14 tipos de vacina

Moana – Um Mar de Aventuras Moana – Um Mar de Aventuras  - Foto: Divulgação

A Campanha Nacional de Multivacinação para incentivar a atualização das cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes termina nesta sexta-feira (30). É a primeira vez que o Ministério da Saúde inclui jovens de 10 a 15 anos na mobilização, que ainda tem como público-alvo crianças de nove anos e menores de cinco anos.

Foram enviadas a todas as unidades da federação cerca de 26,8 milhões de doses -incluindo 7,6 milhões para a vacinação de rotina de setembro e 19,2 milhões de doses extras. Neste ano, a campanha tem imunização com 14 tipos de vacina contra a hepatite A, poliomielite, febre amarela, além de tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), pentavalente, entre outras. Com a campanha, o ministério espera a redução das doenças imunopreveníveis no país e diminuir o abandono à vacinação. De acordo com a pasta, como a vacinação será de forma seletiva para a população alvo, não há meta a ser alcançada.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), ressalta a importância de receber todas as doses das imunizações. "Não adianta você vacinar uma dose e não colocar a segunda ou a terceira. Dependendo do tipo de vacina, a imunização não acontece", afirma.

Mudança nas vacinas

Em janeiro, o Ministério da Saúde alterou o esquema de dosagem de quatro vacinas : poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente. As mudanças atendem a recomendações de especialistas e da OMS (Organização Mundial de Saúde).

No caso da pólio, por exemplo, a proteção passou a ser feita com três doses injetáveis (2º, 4º e 6º mês de vida) e dois reforços orais, a "gotinha" (15º mês e aos quatro anos). Antes, ela era feita com duas doses injetáveis e três orais.

A vacina contra o HPV, indicada para meninas de 9 a 13 anos, passou a ser aplicada em duas doses –antes eram três. A alteração ocorre após estudos mostrarem que não há mudanças na proteção com a redução de uma dose.

Já a meningocócica agora é dada um pouco mais cedo, dos 12 meses aos quatro anos, e a pneumocócica, em duas doses (2º e 4º mês), com reforço a partir de 12 meses.

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