Na Alemanha, Merkel ataca os “bots”

A chanceler pediu um debate sobre o poder de notícias falsas e como esses programas podem manipular o povo.

TRE-PETRE-PE - Foto: Divulgação

 

A chanceler alemã Angela Merkel atacou os “bots”, programas criados para viralizar notícias falsas e influenciar a opinião pública, em seu primeiro discurso no parlamento depois de anunciar no último domingo sua intenção de concorrer à reeleição. Merkel pediu um debate sobre o poder de notícias falsas e como esses programas podem manipular o povo. “Para atingir e inspirar as pessoas, precisamos lidar com esse fenômeno e -onde for necessário- regulamentá-lo”, disse a chanceler.
O papel que redes sociais como Facebook e Twitter desempenham na difusão de informação falsa se tornou alvo de Merkel após a surpresa da eleição de Donald Trump para a Presidência dos EUA -analistas apontam que o fenômeno teve peso decisivo na na vitória do republicano. Na Alemanha, onde Merkel vem sendo atacada pela extrema direita por sua política de portas abertas aos refugiados, aumenta a preocupação sobre a influência que notícias falsas exercem sobre os eleitores.

Embora todos os partidos alemães tenham dito que não usarão “bots” na campanha, o fato de eles serem em grande parte anônimos dificulta o trabalho de descobrir quem está por trás por eles. Notícias falsas, aliás, têm se tornado um modelo de negócios lucrativo. Nos Estados Unidos, blogueiros sem filiação partidária descobriram que podiam ganhar muito dinheiro replicando notícias falsas e sensacionalistas.

O ministro da Justiça alemão, Heiko Maas, disse na semana passada que iria monitorar mais de perto a forma como o Facebook reage a notícias falsas. Ele também disse que a rede social deve ser legalmente responsável pela remoção desse conteúdo. Já Angela Merkel chegou a propor um código de conduta para as redes sociais.

Fechando o cerco contra essas empresas, a Alemanha espera que a UE siga seus passos, propondo que o bloco tente multar as redes sociais por postagens que violem a lei europeia contra a veiculação de discursos de ódio.

 

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