'O tráfico é quem impede de ir e vir', diz ministro sobre 'fichar' moradores no Rio

General Sérgio Etchegoyen rebateu críticas à intervenção federal feitas por entidades da sociedade civil

Sergio EtchegoyenSergio Etchegoyen - Foto: Wikimedia Commons

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Sérgio Etchegoyen, rebateu críticas nesta segunda-feira (26) sobre os militares exigirem RG e "ficharem" moradores de favelas do Rio de Janeiro.

"Não é fichamento. É um sistema da Secretaria de Segurança do Rio que oferece em um smartphone a possibilidade de o policial checar no banco de dados se a imagem é aquela", afirmou Etchegoyen. "Não me parece ser um problema fazer isso com ninguém. Impedidas de ir e vir estão as pessoas que hoje são tiranizadas pelo tráfico".

A declaração foi feita em um evento da revista "Voto", em Porto Alegre, em resposta às entidades da sociedade civil que criticaram a ação junto aos moradores de três comunidades da zona oeste carioca. 

Pontos de identificação foram montados em diversos pontos das favelas após o início da intervenção federal na Segurança Pública do Rio, e os moradores foram fotografados junto ao RG. Para a OAB-RJ, a ação afronta o direito de ir e vir dos moradores.

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Além de Etchegoyen, também esteve no evento o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB). Perguntado sobre a sucessão presidencial, Marun disse que não descarta o apoio do MDB ao candidato tucano Geraldo Alckmin.

Segundo o ministro, o governo considera apoiar um partido que não seja da sua base mas tenha projeto reformista, dando continuidade aos projetos da atual gestão: "No caso se destaca com estas características o próprio PSDB", afirmou.

Ao mesmo tempo, Marun disse que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, seria "muito bem-vindo ao MDB", mas reiterou: "O partido é muito grande para que nessa hora nós possamos garantir a quem quer que seja a candidatura. Mas não que isso esteja descartado, ele pode vir pro MDB e pode ser o nosso candidato".

Meirelles é filiado ao PSD, mas a candidatura pelos sociais-democratas perdeu força depois que o presidente licenciado do partido, ministro Gilberto Kassab, afirmou que Alckmin seria o melhor nome ao Planalto.

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