Ofensiva contra EI avança

Segundo o Exército iraquiano, os combatentes tomaram das mãos da facção terrorista cerca de 20 vilarejos ao redor de Mossul.

doutor sonodoutor sono - Foto: Reprodução/ Adorocinema

Tropas iraquianas e curdas continuavam a avançar on­tem no segundo dia de luta da nova batalha das forças de coalizão para retomar o controle da cidade iraquiana de Mossul, atualmente nas mãos do grupo extremista Estado Islâmico (EI), que perde terreno. Segundo o Exército iraquiano, os combatentes tomaram das mãos da facção terrorista cerca de 20 vilarejos ao redor de Mossul.
A operação para a retomada de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, com 1,5 milhão de habitantes, e último bastião do Estado Islâmico no país, conta com 25 mil soldados e deve durar semanas ou até meses. Do lado dos extremistas estariam entre 3.000 e 4.500 combatentes armados.
O presidente dos EUA, Barack Obama, advertiu que a batalha será “difícil” para retomar o controle da cidade iraquiana. “Mossul será uma batalha difícil. Haverá avanços e haverá retrocessos”, disse.
Escudos humanos
Moradores de Mossul relataram que estão sendo usados como escudos humanos pelos terroristas do EI em meio à ofensiva. Militantes do EI proíbem residentes de deixar a cidade e os conduzem a prédios usados pela facção.
“Está claro que o Daesh [acrônimo árabe para Estado Islâmico] começou a usar civis como escudos humanos ao permitir que famílias fiquem em prédios que provavelmente serão alvo de bombardeios”, disse Abu Mahir, que mora próximo a uma universidade de Mossul.
Abdul Rahman Waggaa, membro do governo exilado da província de Nínive - da qual Mossul é a capital - confirmou os relatos. O porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davis, também corroborou as informações. “Isso tem acontecido muito nas últimas semanas, quando nós temos visto civis detidos à força e impedidos de deixar Mossul”.
Crise humanitária
As Nações Unidas temem que a ofensiva gere uma enorme crise humanitária, forçando o deslocamento de milhares de iraquianos. Duzentas mil pessoas podem ser deslocadas “nas duas primeiras semanas”, número que pode aumentar à medida que a ofensiva avance, segundo a ONU.
A perda de Mossul pode produzir um fluxo para a Europa de combatentes extremistas dispostos a agir, advertiu ontem o comissário europeu para a segurança, Julian King, em uma entrevista ao jornal alemão Die Welt. “Até mesmo um pequeno número (de extremistas) representa uma ameaça séria, perante a qual devemos nos preparar”, avaliou o comissário.
Para Chris Phillips, diretor da agência Ippso, especializada em assessoria antiterrorista, haverá um aumento no número de ataques terroristas no Norte da África e no Ocidente, com a nova ofensiva no Iraque. “O fenômeno se amplifica pela crise dos refugiados”, o que permitiu a alguns extremistas retornar à Europa incógnitos, misturando-se aos migrantes.

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