Operação da PF prende quatro envolvidos em assassinatos de agentes penitenciários

A Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Norte deflagrou hoje (19) durante a Operação Não Passarão, com abrangência em três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Mossoró

Operação da PF prende quatro envolvidos em assassinatos de agentes penitenciáriosOperação da PF prende quatro envolvidos em assassinatos de agentes penitenciários - Foto: internet

A Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Norte deflagrou hoje (19) durante a Operação Não Passarão, com abrangência em três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Mossoró. Quatro pessoas foram presas.

O objetivo era desarticular o movimento organizado em unidades prisionais federais que planejava o assassinato de agentes públicos, em resposta ao regime rígido aplicado dentro desses presídios. Segundo a PF, o Primeiro Comando da Capital (PCC) costuma apelidar o regime de opressão, e pretendia se vingar.

Participam da operação cerca de 30 policiais federais, que cumpriram oito mandados de busca e apreensão (quatro no Rio de Janeiro e quatro em São Paulo) e mais quatro de prisão preventiva (três em São Paulo e um em Mossoró). Ao todo foram emitidos 14 mandados, mas dois não foram cumpridos porque as pessoas não foram localizadas.

Um deles era um mandado de prisão preventiva, em São Paulo. O outro era um mandado de condução coercitiva, no Rio de Janeiro. Segundo o delegado da Polícia Federal em Mossoró, Mário Sério Nery, as buscas resultaram na apreensão de materiais como celulares e notebooks. “Os objetos podem conter provas e indícios que, possivelmente, darão continuidade às investigações, se necessário”, disse Nery.

PCC

O levantamento da PF apontou que a facção criminosa PCC assassinou dois agentes penitenciários federais em menos de um ano em Cascavél (PR) e em Mossoró (RN). Durante as investigações, descobriu-se que a facção ainda planejava a execução de dois agentes por unidade prisional.

A apuração do segundo assassinato levou a Polícia Federal a São Paulo, onde integrantes do PCC planajevam os assassinatos há dois anos, realizando coleta de dados, preparando a ação e contando, inclusive, com a participação de pessoas próximas da vítima. Os alvos da facção eram escolhidos sem pessoalidade, mas de acordo com a vulnerabilidade, de modo que o assassinato ocorresse sem que fossem deixados indícios de autoria.

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