Para delegado, Elize Matsunaga agiu sozinha ao esquartejar o marido

Elize é acusada de matar o marido, empresário e herdeiro do grupo Yoki, em 19 de maio de 2012, e esquartejá-lo.

Fernando Haddad (PT) chegou a  ironizar a falta de explicações de Flávio Bolsonaro quanto às movimentações atípicas de dinheiro em sua contaFernando Haddad (PT) chegou a ironizar a falta de explicações de Flávio Bolsonaro quanto às movimentações atípicas de dinheiro em sua conta - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

No segundo dia do julgamento de Elize Matsunaga, nesta terça-feira (29), o delegado Mauro Gomes Dias, que investiga o caso, disse acreditar que a ré agiu sozinha.

Elize é acusada de matar o marido, empresário e herdeiro do grupo Yoki, em 19 de maio de 2012, e esquartejá-lo. A tese da Promotoria é que ela teve ajuda de uma pessoa para, ao menos, esquartejar o corpo -havia cortes feitos por técnicas diferentes. Um inquérito continua aberto para apurar isso.

"Ela fez tudo sozinha", disse, em seu depoimento, o delegado, que foi convocado pela acusação para dar detalhes da investigação.

Segundo Dias, o crime começou a ser desvendado após a policia achar um saco de lixo azul no apartamento do casal, igual ao que foi encontrado com partes do corpo da vítima.

Com essa informação, a polícia pediu a quebra do sigilo telefônico de Elize e, pelo rastreamento do aparelho celular, descobriu que ela estava no mesmo horário e local onde partes do corpo foram descartadas. "Ela só confessou porque as evidências eram totais", declarou o delegado diante dos jurados.

Dias também disse acreditar que o assassinato ocorreu assim que a vítima entrou no apartamento, ainda segurando uma caixa de pizza. Segundo ele, a trajetória do disparo na vítima indica que o tiro o atingiu da direita para esquerda e de cima para baixo. O delegado ainda afirmou que nenhuma serra foi utilizada no esquartejamento.

Ele disse que, segundo testemunhas, Elize disse que ela e a família eram humilhadas. O pai dela seria chamado de vagabundo e, com relação a ela, seria tratada como "puta de 5ª categoria" e que só "servia para abrir as pernas". Parte dessas ofensas foi confirmada à polícia pelas funcionárias da casa, segundo Dias.

EMOÇÃO

O segundo dia de julgamento teve também o depoimento do irmão da vítima, o empresário Mauro Matsunaga. Emocionado, ele contou detalhes do reconhecimento do corpo e falou sobre o impacto da morte para a família. "Eu falo para os meus filhos cuidar bem um do outro porque é muito duro perder um irmão", disse ele, chorando.

Mauro apresentou o irmão como pai de família carinhoso e marido dedicado. "Ele gastava o dinheiro dele mais com ela do que com ele mesmo", disse. Segundo ele, Marcos nunca revelou à família que Elize tinha sido uma garota de programa.

Uma das juradas chegou a passar mal quando nos telões do plenário começaram a serem mostrada fotos do corpo da vítima, em especial a cabeça -onde houve o disparo.

Elize também demonstrou estar emocionada neste momento e pediu para deixar o plenário.

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