Plataforma online conecta população transgênero ao mercado de trabalho

'Monalisa' é uma iniciativa idealizada por três amigas e validada durante semana de incentivo a negócios de TI

Prédio da Câmara de OlindaPrédio da Câmara de Olinda - Foto: Divulgação

Em meio à decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS) de retirar a transexualidade da lista global de transtornos mentais - a nova Classificação Internacional de Doenças (CID) deve ser publicada em maio de 2018 -,  muitas pessoas transgênero continuam sofrendo com discriminação, estigma, violência física e verbal e falta de oportunidades no ramo empregatício.

Com o intuito de fazer a diferença nesse âmbito, surge a iniciativa online ‘Monalisa’, projeto cuja pretensão é ligar pessoas trans e travestis ao mercado de trabalho, criando uma ponte para o diálogo entre a empresa amiga da visibilidade trans e as pessoas interessadas em trabalho. No que diz respeito à qualificação das companhias, o projeto prevê auxílio na capacitação empresarial para tratar com afeto e respeito os indivíduos inclinados à inclusão no mercado de trabalho.

O empreendimento é fruto da parceria entre três amigas, Fernanda Almeida, Mayara Menezes e Raíssa Ebrahim. O projeto ‘Monalisa’ foi validado durante o Startup Weekend Recife Comunidades, em setembro, no Centro de Estudos (Cesar) e uma semana depois recebeu o primeiro cadastro. O site da companhia foi lançado em versão beta no final de outubro para receber as inscrições. “Queremos sentir quem é, o que faz, onde está e quais são as habilidades do nosso público”, afirma Raíssa Ebrahim através de nota.

A primeira agraciada com uma oportunidade, que prefere não se identificar, mora na Comunidade do Pilar, situada no bairro do Recife, região central da capital pernambucana, e foi conectada à rede de alimentos Julietto. Hoje a participante tem Carteira de Trabalho assinada e serve de motivação para as idealizadoras da iniciativa tocarem o projeto para frente. “Queremos que mais histórias como a da nossa primeira usuária se repitam mais vezes”, diz a porta-voz Raíssa Ebrahim.

“A população trans e travesti ainda carrega graves estereótipos. Por conta disso, o engajamento empresarial pela causa dessas pessoas é algo difícil, é um ponto bem sensível visto que os ramos empregatícios ainda estão fechados, de maneira geral, à causa transgênero, por preconceito e falta de compreensão”, alerta o comunicado. O projeto conclui chamando as empresas para conversarem. “É possível entrar em contato pelo e-mail [email protected] para maiores informações”, alerta.

Acesse o site da rede Monalisa e efetue o cadastro

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