Polícia do Amazonas prendeu 56 dos 184 foragidos e identificou 39 dos 60 mortos

Cento e doze detentos escaparam do Complexo Penitenciário Anísio Jobim

Prefeitura do Recife coordena ações de monitoramento para prevenir chegada do óleo nas praiasPrefeitura do Recife coordena ações de monitoramento para prevenir chegada do óleo nas praias - Foto: Andrea Rego Barros / PCR

Cinquenta e seis dos 184 presos que escaparam de unidades prisionais do Amazonas nos primeiros dias do ano foram recapturados até a noite dessa terça-feira (3). Segundo a secretaria estadual de Segurança Pública, as forças policiais do estado continuam as buscas pelos 128 foragidos. Barreiras foram montadas em várias regiões da capital, Manaus, nas rodovias estaduais e na BR-174, que liga a capital amazonense a Boa Vista (RR).

As fugas ocorreram entre domingo (1º) e segunda-feira (2). Cento e doze detentos escaparam do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) – unidade onde o confronto entre facções criminosas que disputam o controle das atividades ilícitas na região, sobretudo do narcotráfico, deixou pelo menos 56 mortos no domingo. Outros 72 detentos fugiram do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat).

Ainda segundo a Secretaria de Segurança Pública, até a noite desta terça-feira (3), a Polícia Civil já tinha identificado 39 corpos das vítimas do massacre no Compaj e três corpos de presos mortos na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na zona rural de Manaus. Os assassinatos no Puraquequara ocorreram na tarde de segunda-feira (2), horas após o fim da rebelião no Compaj.

Dos 39 corpos já identificados, apenas nove tinham sido liberados até o último balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública. Novas informações devem ser fornecidas até o início da tarde desta quarta (devido às diferenças de fuso e ao horário de verão, o Amazonas está duas horas atrás do horário oficial de Brasília).

A maioria dos corpos já reconhecidos está degolada. Inicialmente, o Departamento de Polícia Técnico-Científica estimou que todo o processo de identificação dos pelo menos 60 mortos pode levar até um mês. Como o Instituto Médico-Legal de Manaus não dispõe das condições necessárias para preservar todos os corpos, o governo estadual anunciou a intenção de alugar um contêiner frigorífico.

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