Polícia impedirá interdição de aeroportos e rodovias, diz secretário

Sindicatos e movimentos sociais convocaram greve geral em protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo governo de Michel Temer

Aeroporto de CongonhasAeroporto de Congonhas - Foto: wikipedia

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves, afirmou nesta quinta-feira (27) que o efetivo policial vai impedir que manifestações nesta sexta (28) interditem aeroportos e rodovias.

Sindicatos e movimentos sociais convocaram greve geral em protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo governo de Michel Temer.

O MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem-Teto) divulgou que dará apoio a aeroviários, que planejam entrar em greve. O movimento ofereceu ajuda para a categoria para fechar os dois aeroportos da região metropolitana, o de Guarulhos e o de Congonhas.

O secretário disse, também, que haverá bloqueio no entorno da residência do presidente Michel Temer (PMDB), em Pinheiros, destino de uma marcha que deve se concentrar no largo da Batata. A extensão da interdição das vias será decidida, segundo o secretário, a partir da movimentação do protesto.

Alves disse que a Segurança deve impedir que vias centrais para o trânsito da cidade sejam bloqueadas por manifestantes. Questionado, disse que "todos sabem quais são": aquelas que dão acesso a locais como hospitais e escolas.

Especificou apenas as marginais e o corredor Norte-Sul. Sobre a avenida Paulista, o largo da Batata e o entorno da Prefeitura, no centro de São Paulo, onde já há atos programados, disse que são locais onde é comum ter manifestações.

Alves não deu detalhes sobre a quantidade de policiais que participarão da ação nem quais munições utilizará.

O secretário afirmou que se reuniu com líderes de centrais sindicais na segunda-feira (24) para tratar da organização dos protestos.

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