Polícia Militar desocupa escola em Campinas

A escola foi ocupada na última terça-feira (11) em protesto contra a reforma do ensino médio

O AnjoO Anjo - Foto: Pagu Pictures/Divulgação

A Polícia Militar de São Paulo (PMSP) desocupou, na manhã desta quinta-feira (13), a Escola Estadual Newton Pimenta Neves, localizada na região do Ouro Verde, em Campinas, interior do estado. Quinze estudantes foram levados à delegacia e qualificados por dano ao patrimônio. Eles foram liberados após o registro do boletim de ocorrência.

A escola foi ocupada na última terça-feira (11) em protesto contra a reforma do ensino médio e a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estabelece um teto e congela os gastos públicos por 20 anos.

Segundo o advogado dos estudantes, Vinícius Cascone, uma porta do colégio estava quebrada, mas não havia provas contra os estudantes. Eles alegaram que a porta estava danificada antes mesmo de a ocupação ocorrer.

Mais ocupações
Na noite de desta quarta-feira (12), um grupo de estudantes tentou ocupar a Diretoria de Ensino da Região Centro-Oeste, no bairro do Sumaré, na capital paulista. De acordo com a Polícia Militar, 21 jovens foram abordados às 22h e conduzidos em seguida para a delegacia.

De acordo com a Secretaria Estadual da Educação, os estudantes não causaram prejuízos, e a Diretoria de Ensino funciona normalmente nesta quinta-feira (13).

Em Sorocaba, também no interior paulista, um grupo de estudantes permaneceu cinco dias na Escola Estadual Ossis Salvestrini Mendes, até ser retirado pela Polícia Militar. Na mesma cidade, foi ocupada a Escola Hélio Del Cistia. Na capital, a Escola Estadual Caetano de Campos, no bairro da Consolação, foi ocupada na madrugada de sábado (8) e desocupada no mesmo dia.

Secretaria de Educação
De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, a Diretoria Regional de Ensino “tem investido no diálogo com os alunos, que rejeitaram as tentativas de negociação”. Em nota enviada à Agência Brasil, a secretaria informou que “nenhuma das reivindicações do protesto é de responsabilidade da pasta”.

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