Polícia ouve presidente da Associação de Moradores da Muzema

Líder diz que sente pela tragédia e que ajudará no que for possível

A polícia tem encontrado dificuldades em ouvir moradores da Muzema, que têm medo de sofrer represálias por parte dos milicianos.A polícia tem encontrado dificuldades em ouvir moradores da Muzema, que têm medo de sofrer represálias por parte dos milicianos. - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasi

O presidente da Associação de Moradores da Muzema, Marcelo Diniz, depôs nesta terça-feira (16) na 16ª Delegacia de Polícia (16ª DP).

Diniz, que chegou à DP por volta do meio-dia, acompanhado por duas advogadas, foi ouvido pela delegada titular, Adriana Belém, e deixou o local pouco antes das 18h.

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Na saída, após quase seis horas de depoimento, ele deu apenas uma declaração aos jornalistas e não respondeu a qualquer outra pergunta. "Já dei todos os esclarecimentos possíveis às autoridades e estou disposto a ajudar no que for possível. Estou muito sentido com tudo", disse Diniz, antes de entrar no carro de suas advogadas.

A delegada Adriana Belém quer saber, entre outras coisas, qual o papel que as associações de moradores têm na comercialização de imóveis irregulares na Muzema e em outras áreas controladas pela milícia que atua na região.

Até esta tarde, foram retirados dos escombros dos dois edifícios que desabaram sexta-feira (12) os corpos de 16 pessoas. Ainda estão desaparecidos oito moradores.

Milícia
Os trabalhos policiais foram divididos entre a 16ª DP, encarregada de assumir o inquérito sobre os desabamentos, e a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), responsável pelo aprofundamento da investigação sobre a milícia que domina a região e promove a construção ilegal de prédios, muitos deles erguidos em áreas públicas, de proteção ambiental.

A polícia tem encontrado dificuldades em ouvir moradores da Muzema, que têm medo de sofrer represálias por parte dos milicianos. A delegada Adriana Belém já convocou algumas testemunhas, que têm evitado comparecer à delegacia.

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