Procuradoria processa Bolsonaro

Se condenado, o deputado, pré-candidato a presidente em 2018, pode ser obrigado a pagar indenização de R$ 300 mil por danos morais coletivos

Jair BolsonaroJair Bolsonaro - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

 

O Ministério Público Federal decidiu processar o deputado federal Jair Bolsonaro por discriminação contra comunidades quilombolas e a comunidade negra. O pedido de ação civil pública se baseou em declarações feitas durante discurso no Clube Hebraica, no Rio, no último dia 3 de abril. Se condenado, o deputado, pré-candidato a presidente em 2018, pode ser obrigado a pagar indenização de R$ 300 mil por danos morais coletivos.
Em comunicado, o MPF diz que "o julgamento ofensivo, preconceituoso e discriminatório do réu a respeito das populações negras e quilombolas é incontestável". Bolsonaro afirmou que visitou uma comunidade quilombola e "o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas" e que "nem para procriador ele serve mais".
Para os procuradores Ana Padilha e Renato Machado, as afirmações "desumanizam as pessoas negras, retirando-lhes a honra e a dignidade ao associá-las à condição de animais", informou o MPF. Em seu discurso, Bolsonaro criticou ainda o acolhimento de refugiados pelo Brasil, afirmando que "não podemos abrir as portas para todo mundo". Procurado, o deputado não se manifestou sobre a ação do MPF até o final desta edição.

 

Veja também

Mais da metade dos inscritos falta ao 1º dia do Enem em meio à pandemia
Enem 2020

Mais da metade dos inscritos falta ao 1º dia do Enem em meio à pandemia

No primeiro dia, cem são vacinados no Hospital das Clínicas
Coronavírus

No primeiro dia, cem são vacinados no Hospital das Clínicas