Projeto busca recuperar áreas afetadas por barragem em Mariana
A iniciativa é realizada pela Fundação Renova e se chama Projeto-piloto da Rede de Sementes e Mudas da Bacia do Rio Doce
Uma iniciativa intitulada Projeto-piloto da Rede de Sementes e Mudas da Bacia do Rio Doce, que visa a compensar os impactos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), é realizada pela Fundação Renova, com apoio do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), e a colaboração da Associação Rede de Sementes do Xingu (ARSX) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Com duração de três anos, o projeto quer recuperar 5 mil nascentes e 40 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs), sendo inserido especialmente nas áreas onde está sendo desenvolvido o Programa de Recuperação de Nascentes da Fundação Renova, Áreas de Preservação Permanente (APP) e de recarga hídrica. Outro objetivo é estimular a replicação da iniciativa em outros Estados brasileiros, a exemplo de Pernambuco.
Entre as atividades do projeto, é criada e incubada uma rede que movimenta a cadeia de fornecimento de sementes e mudas, de forma que a Fundação Renova possa sair do cenário após o processo de recuperação e deixar essa iniciativa como um legado. A proposta é que a Rede possa vender sementes para a Fundação Renova e para compradores de outros Estados do Brasil com abrangência do bioma Mata Atlântica
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“A Rede de Sementes terá participação de associações e instituições de ensino presentes na área de abrangência da bacia do rio Doce para auxiliar no desenvolvimento das atividades e contribuir para o sucesso das ações”, explica o analista socioambiental da Fundação Renova, Felipe Tieppo.
Serão implementadas metodologias e estratégias para favorecer o ganho de escala e a inclusão de pessoas dentro da cadeia produtiva da restauração florestal. “A Rede de Sementes e Mudas auxiliará na estruturação dessa cadeia produtiva, em especial, os produtores de insumos [sementes e mudas nativas], que são os elos fundamentais dessa atividade”, destaca Severino Ribeiro, diretor presidente da Cepan.

