Reciclagem do lixo é tema de bloco de favela do Rio

O bloco desfilou na Rocinha e destacou o problema do lixo, principalmente nas áreas pobres da cidade

Uma iniciativa socioambiental, que objetiva conscientizar os moradores de uma comunidade pobre da zona sul do Rio de Janeiro, aproveita o carnaval para misturar folia e conscientização ambiental. É o que faz o bloco carnavalesco De Olho no Lixo na Folia, formado por moradores da Rocinha, uma das maiores favelas da América Latina, com mais de 150 mil habitantes, localizada em uma área de Mata Atlântica, no bairro de São Conrado.

O bloco desfilou na manhã desse sábado (18) na Rocinha e destacou o problema do lixo, principalmente nas áreas pobres da cidade, com ênfase para a importância da reciclagem. Caixas de leite foram transformadas em máscaras carnavalescas, faixas usadas nos Jogos Olímpicos foram transformadas em abadás e discos CDs se transformaram em criativos enfeites para a cabeça.

Alunos do Ecomoda, do projeto De Olho no Lixo - uma parceria técnica da Secretaria Estadual do Ambiente, Instituto Estadual do Ambiente e a organização não governamental Viva Rio Socioambiental - apresentaram um repertório de marchinhas de carnaval e um samba enredo de autoria de Juju da Rocinha, agente do projeto.

Animados por instrumentos musicais fabricados a partir de resíduos sólidos, como latas e panelas velhas, cuícas feitas de canos de PVC e pandeiros de garrafas pet, os foliões desfilaram por várias ruas da favela, entre elas, a Via Ápia, a principal da comunidade. Durante o desfile do bloco, agentes socioambientais promoveram um mutirão de limpeza, recolhendo os detritos que eventualmente eram deixados pelos foliões.

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